Curitiba - A saúde dos aterros sanitários do Paraná está na mira do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-PR). Ontem, o órgão vistoriou o Aterro da Caximba, em Curitiba, e não encontrou irregularidades operacionais, segundo o diretor regional na cidade Mario Gelbert Filho, responsável pela visita. Desde o início do ano, o Crea recolhe dados para compor um mapeamento geral quanto à destinação do lixo e fiscalização da presença de profissionais habilitados para operacionalizar atividades em aterros, como engenheiros sanitários e civis e geólogos, e de empresas terceiradas pelas prefeituras registradas no Conselho. Os resultados serão divulgados no segundo semestre.
Entre os quesitos avaliados, está o impacto do lixo no meio ambiente e na população em torno do aterro. As regionais realizarão as fiscalizações nas cidades onde estão situadas, com calendário próprio. O trabalho final ainda constará de documentação fotográfica, apontando acessos, movimentação de veículos, condições dos resíduos, presença de pessoas ou animais no local, edificações e serviços como usinas de reciclagem.
O aterro sanitário da Caximba iniciou as atividades em 1989, com previsão de vida útil de 11 anos. São depositados diariamente 1,8 mil toneladas de resíduos, somente de Curitiba, uma alta de 24% nos últimos cinco anos. Outros 16 municípios da Região Metropolitana também utilizam o local. A prefeitura abriu licitação para novo aterro, mas o pedido está emperrado devido a uma ação judicial da Associação Brasileira de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, que alegou irregularidades no edital. Para Gelbert, ''o aterro aguenta mais um ano, embora esteja programada a desativação para fim deste ano''.

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