Crea aponta riscos na BR-277
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segunda-feira, 24 de março de 2003
Vânia CasadoEquipe da Folha 
Curitiba O Conselho de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea-PR) divulgou ontem relatório em que aponta perigo de desmoronamentos na BR-277, nos trechos entre os quilômetros 39 e 52, nas duas pistas. A vistoria foi feita há dois meses, quando houve desmoronamentos nesse trecho da pista.
De acordo com o relatório, a falta de manutenção da rodovia é o principal motivo da queda de barreiras. Para o engenheiro civil José Luzo de Souza Fernandes, um dos responsáveis pelo relatório, se ocorrer novamente um período chuvoso, acima de dois dias seguidos, o risco de desmoronamentos na rodovia é iminente.
Os engenheiros do Crea constataram que falta limpeza nas canaletas e a vegetação nas encostas da rodovia não foi recuperada, após os deslizamentos. Essa falta de manutenção agrava o problema, informa o relatório. Eles identificaram também a necessidade de melhorar os sistemas de drenagem da pista. O relatório será encaminhado ao Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), Ministério dos Transportes e Ministério Público.
A Ecovia, concessionária que explora o pedágio na BR-277, divulgou nota negando as irregularidades. Diz a nota que a concessionária investiu R$ 8 milhões em obras de contenção e drenagem.
O gerente de Engenharia da concessionária, Humberto de Souza Gomes, disse que na época ficou claro que os desmoronamentos foram provocados pelo excesso de chuva e não por falta de manutenção. Segundo a Ecovia, quando a vistoria foi feita foram registrados 12 pontos de deslizamentos, sendo que os mais graves ocorreram nos quilômetros 44 e 47. Segundo a concessionária, depois foi feito um trabalho preventivo de contenção que garantiu que todas as pistas da BR 277 fossem totalmente limpas e liberadas para o tráfego num prazo de dez horas.


