Cratera no Leonor assusta moradores
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sábado, 10 de novembro de 2012
Fernanda Carreira <br> Reportagem Local 
Há pelo menos dois meses tornou-se praticamente impossível circular com segurança por um trecho da Avenida Castanheiras, no Jardim Leonor (Zona Oeste). O motivo é uma cratera, de cerca de dois metros de profundidade por três metros de largura. O problema surgiu após a execução de um desvio da rede de galeria pluvial, que passava pelo terreno, para a construção de um centro de educação infantil, localizado bem em frente à avenida.
Além da cratera, que levou junto grande parte da calçada, diversas rachaduras no asfalto tem incomodado moradores, comerciantes e quem passa pelo local diariamente. No último sábado, o rompimento de uma adutora da Sanepar bem no meio da avenida agravou ainda mais a situação e deixou a comunidade ainda mais aflita. Com o rompimento, o volume de água duplicou, o que favoreceu o acúmulo de água no local e o aumento da cratera.
A dona de casa Leni Barbosa, moradora da avenida, se diz indignada com o descaso da Secretaria de Obras. ''Já faz alguns meses que esse problema se arrasta e ninguém fez nada. Eu estou preocupada, porque tem uma escola aqui perto e várias crianças passam pela avenida durante o dia correndo. Uma hora alguém pode cair e se machucar'', destacou.
''É um perigo mesmo. Tem muita gente que também faz caminhada por aqui, no fim da tarde. Imagina se um idoso cai aí?'', questiona o mecânico Ailton Gomes, que tem um estabelecimento comercial há cerca quatro anos na avenida.
O açougueiro Rogério Vieira da Silva passa pela avenida todos os dias com o carro para voltar para casa. Ele conta que muitos motociclistas acabam não vendo o buraco à noite e desviam em cima da hora. ''Espero que não, mas do jeito que está, é bem provável que alguém acabe caindo e se machucando. Talvez depois que alguém se machuque, eles tomem uma providência'', destacou.
Ontem, uma equipe da Secretaria Municipal de Obras esteve no local para retirar parte da caixa coletora de água para que o volume água pudesse escoar pela galeria pluvial. O secretário Ossamo Kaminagakura reconheceu que a má compactação da terra, durante a realização da obra de desvio da rede pluvial, teria facilitado a infiltração e o rompimento da cratera.
Kaminagakura garantiu que nos próximos dias, quando a chuva parar, a equipe da secretaria irá concluir o trabalho cortando as três árvores próximas que já estão com as raízes comprometidas e realizando o aterro e a recomposição da via pavimentada. O muro de arrimo da creche que foi abalado com o movimento de descida da terra está sendo reforçado e o prédio deve ser entregue em dezembro.


