Cratera em rua de Londrina revolta moradores
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sábado, 01 de março de 2008
Mariana Guerin<br>Reportagem Local 
O descaso ainda dificulta a vida dos moradores da Rua Valdir de Azevedo, no Conjunto Parigot de Souza II, Zona Norte de Londrina. Sentindo-se abandonados pela prefeitura, que prometeu construir galerias para evitar as constantes inundações na via, a vizinhança pensa em se unir em frente à sede do executivo para cobrar uma solução definitiva para a falta de asfalto, os enormes buracos, os bueiros entupidos e as calçadas destruídas.
Anteontem, um rio de lama impediu a entrada e a saída de moradores das casas. Num dos lados da rua, o acesso às garagens é impedido por um grande buraco, que impossibilita a passagem de veículos. Do outro lado, o que se vê é o meio-fio destruído pela força da água, que fica empoçada no terreno baldio, já que os bueiros estão entupidos.
Descrita como cenário de guerra pelos moradores, a rua piora sempre que chove. Em novembro do ano passado, uma tempestade espalhou placas de asfalto por todos os lados e jogou tampas de galerias a metros de distância. Na época, lembrou a dona de casa Maria de Jesus, ''a prefeitura jogou pedras e passou o trator, mas na primeira chuva, foi tudo para o fundo de vale''.
Segundo ela, ainda em novembro, a secretaria municipal de Obras promoveu reunião no centro comunitário para informar que as obras de construção das galerias começariam em dezembro. ''Nunca vi nenhuma máquina por aqui'', constatou.
Angelita Zacaria da Silva, pioneira no bairro, é dona da última casa da rua e é também a que mais sofre com a chuva.''A água vem da avenida e invade o quintal da gente.''
A vizinha Roseli da Silva até queria comprar um carro, mas desistiu da idéia. ''Eu mesma tive que pular o muro porque a água era tanta que não dava para abrir o portão'', conta a dona de casa, que adiou a reforma da casa prevista para janeiro - preferiu aguardar a construção das galerias. ''Eles estão esperando acontecer uma tragédia para tomar uma providência'', opina.
O secretário de Obras de Londrina, Aloysio de Freitas, afirma que neste mês será aberta nova licitação para instalação do sistema de drenagem -na primeira, há dois anos, não houve participantes e a empresa que venceu a segunda concorrência, ano passado, desistiu quando viu as condições da rua. ''Vamos mostrar que a obra não é tão difícil assim e que podemos ajudar no serviço'', garantiu Freitas, ressaltando que a verba já está garantida. Para remediar o problema, a prefeitura espalhará nova camada de moledo na rua. ''Sei que é só paliativo. A solução definitiva será a instalação dos dois tubos de drenagem com 1,5 metros de diâmetro cada'', conclui Freitas.


