Lama, falta de água e muitos contratempos. Esse foi o cenário encontrado por quem esteve no Calçadão de Londrina ontem de manhã. Uma cratera com dois metros de profundidade e 25 metros quadrados de extensão teve que ser aberta para consertar um rompimento na rede de água da Sanepar. O buraco, no trecho entre as ruas Pernambuco e Hugo Cabral, provocou a interrupção no fornecimento de água do início da Avenida Paraná até o cruzamento com a Rua Minas Gerais.
Segundo a gerente regional da Sanepar, Mara Kalinowski, policiais que faziam a ronda no Calçadão durante a madrugada identificaram um vazamento de água em frente ao Banco Bradesco. ''Eles ligaram para a Sanepar por volta das 2h40 e identificamos o rompimento de uma adutora. Logo na sequência a equipe técnica iniciou a obra para a troca do cano de PVC rompido'', explicou.
De acordo com a gerente, o rompimento da adutora foi ocasionado pela variação térmica, redução de consumo e tempo de vida útil do material. ''Como a quebra se deu na parte superior da adutora, a tubulação virou um chafariz subterrâneo forçando grande área do paver e provocando grande derramamento de barro no local.''
Em virtude do vazamento de água, a Sanepar interrompeu o abastecimento na Área Central das 2h30 às 9h30, quando uma nova manobra promoveu o retorno da água em vários pontos. A Sanepar informou que o fornecimento de água seria regularizado até a noite. Entretanto, ainda deve demorar um tempo para que o local esteja totalmente readequado, pois o paver do piso cedeu no entorno da cratera. ''A Sanepar já comunicou a prefeitura que arcará com todos os custos da obra de recuperação completa de aproximadamente 250 metros quadrados do piso daquele trecho do Calçadão. Iniciaremos este reparo já na próxima segunda-feira para evitar maiores transtornos para a população e os comeriantes locais'', enfatizou a gerente regional.


Queda no movimento

A lama resultante da obra de restauração e que se esparramou pelo Calçadão ocasionou uma queda significativa do movimento no comércio do Calçadão, segundo alguns comerciantes.
''As pessoas veem a lama e já desistem de passar nesse trecho. Nosso movimentou diminiui cerca de 80% em relação aos outros dias. Além disso, tivemos que comprar água até para fazer a comida que servimos. O prejuízo foi grande'', afirmou Isaura Vieira, proprietária de um restaurante localizado em frente à cratera.
Já em uma farmácia que fica próximo à obra a queda no movimento foi de 30%. ''A sujeira causou diversos transtornos e, devido à falta de água, tivemos que interditar o banheiro que fica à disposição dos clientes'', ressaltou a farmacêutica Maira Faria.
As reclamações não se restringiram aos comerciantes. ''Nunca imaginei que voltaria para casa com os pés cheios de barro após fazer compras no Calçadão, mas sei que essas fatalidades acontecem e a gente tem que aceitar esses imprevistos com bom humor'', brincou a dona de casa Vilma Dias. (Colaborou Marilayde Costa/Equipe Bonde)

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