CPI investigará desvio na Câmara de Diamante D'Oeste
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quarta-feira, 10 de março de 1999
Paulo Pegoraro 
A Câmara Municipal de Diamante DOeste (81 km a oeste de Cascavel) decidiu criar Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar suposto desvio de recursos, atribuído à Mesa Diretora da gestão 97-98, presidida pelo vereador Pedro Gomes Sobrinho (PL). Segundo um dos proponentes da investigação, Benedito Silveira (PT), o desvio pode ter chegado a R$ 18 mil. É um valor absurdo em se tratando de um município pobre como o nosso.
Benedito Silveira diz que o absurdo está no comparativo com o repasse de recursos para a Câmara, de apenas cerca de R$ 13 mil mensais. A maioria dos cinco mil habitantes de Diamante DOeste é de pequenos agricultores e pessoas carentes. Além de Silveira, a CPI foi proposta pelos vereadores Neri Moss e José de Souza (ambos do PDT). Segundo eles, além do suposto desvio de recursos, deixaram de ser pagos aluguel e salários de funcionários.
Há suspeitas de compras de combustível e materiais sem comprovação de que tenham sido utilizados para a Câmara. Silveira afirma que, entre as compras, muitas foram na Livraria Diamante, do ex-vereador Edson Luiz de Almeida, irmão do ex-diretor (funcionário) da Câmara, Hélio Luiz de Almeida.
As notas podem ter sido superfaturadas, se é que as compras ocorreram, frisa o denunciante, acrescentando que muitos documentos contábeis do ano passado não foram encontrados na Câmara e há informações de que estão com o ex-diretor. Pedro Gomes Sobrinho não foi encontrado para dar sua versão. Hélio Luiz de Almeida classificou a CPI como polêmica política e disse que vai aguardar para se pronunciar. Eles que provem o que estão dizendo, resumiu.


