Antes de deixar o cargo, o prefeito de Foz do Iguaçu, Dobrandino Gustavo da Silva (PMDB), deverá prestar informações a uma Comissão Parlamentar de Inquérito que apura sonegação de informações sobre a situação financeira do município.
A CPI, solicitada pelo vereador Adilson Rabelo (PPB), foi aprovada na sessão de anteontem. Em dois mandatos, esta é a primeira vez que Dobrandino é obrigado a atender a uma convocação.
O presidente da Câmara, vereador Adilmar Sartori (PMDB), comunicará oficialmente ao prefeito que ele terá cinco dias para responder à CPI, constituída pelos vereadores: Alberto Koelbl (PFL), Adilson Rabelo (PPB) e Natalino Fonseca (PMDB).
Rabelo, que se candidatou à reeleição e perdeu, é um dos assessores diretos do prefeito eleito, Harry Daijó (PPB). Ao justificar a CPI, ele afirmou que ‘‘todos os setores da prefeitura vêm sonegando informações à Câmara há vários meses’’. Rabelo disse que, dependendo do resultado da CPI, poderá pedir a cassação dos direitos políticos do prefeito.
Um assessor de Dobrandino disse que ele considerou a decisão da Câmara ‘‘intempestiva’’, mas garantiu entregar o cargo com um balancete completo dos débitos e créditos do município.
Os salários dos mais de três mil servidores municipais estão atrasados. A Câmara não recebeu o repasse de dezembro. Os vereadores estão com a folha de pagamento - de aproximadamente R$ 8 mil - atrasada.

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