CPI investiga fraude em readequação de estradas
Sid Sauer
De Campo Mourão
A Câmara de Vereadores de Juranda (78 km a sudoeste de Campo Mourão) aprovou a formação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de irregularidades na readequação de dois trechos de estradas rurais do município. A denúncia, assinada por três vereadores, acusa o ex-prefeito Militino Malacoski (PFL), de ter pago R$ 33.370,00 por serviços que não foram realizados.
Queremos que o ex-prefeito devolva esse dinheiro para os cofres públicos, disse o vereador Valdir Pio da Costa (PPB), um dos três autores do pedido de CPI. Os outros dois são Brás Antônio de Araújo (PMDB) e Jairo Mendes da Silva (PPS). Segundo ele, Malacoski pagou a empresa SPL Construções Civis Ltda, de Ubiratã, no dia 25 de outubro de 1996, mas os serviços só foram feitos pela própria prefeitura na atual administração.
De acordo com documentos apresentados pelos vereadores, foram pagos R$ 8.875,00 pela readequação de 1,25 quilômetro da estrada Nascente Três Olhos e R$ 24.495,00 por 3,45 quilômetros da estrada Água do Carajás. O pagamento foi feito com os cheques 213966 e 213967, da agência do Banestado, que teriam sido descontados três dias depois do pagamento. A CPI terá três membros e só começará os trabalhos no dia 15 de fevereiro.
Malacoski disse à Folha, por telefone, que não teme a realização da CPI. Tudo foi feito certo. Essa CPI é pura política, afirmou. O ex-prefeito disse que a prefeitura fez as readequações porque a empresa que venceu a licitação estava com poucos maquinários. Mas eles devolveram o dinheiro para a prefeitura, assegurou. Tudo isso tem nota e é fácil de ser provado. Malacoski disse também que a readequação só não terminou no seu mandato porque os trabalhos atrasaram por causa das chuvas. Não fiz nenhum cambalacho.





