O presidente da Câmara Municipal de Bocaiúva do Sul, Antonio Eduardo de Barros (PDT), espera até amanhã a defesa final do prefeito Élcio Berti, ameaçado de cassação por uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Berti é acusado de expor a população ao ridículo ao cogitar a distribuição do medicamento contra impotência Viagra, a pretexto de aumentar o número de moradores da cidade e o repasse do Fundo de Participação dos Municípios.
Embora cauteloso, preferindo não se antecipar à decisão da CPI, o presidente da Câmara avaliou que o depoimento do prefeito, na semana passada, não foi suficiente para livrá-lo da cassação. ‘‘À mim o depoimento não convenceu. Essa história é uma palhaçada e o prefeito continua desrespeitando a população, com essa distribuição de amendoim para quem chega na prefeitura’’, disse o vereador. Berti, depois da negativa da Pfizer, fabricante do medicamento, em vender o lote de mil caixas de Viagra, está distribuindo amendoim empacotado, com a inscrição ‘‘Viagra do Prefeito’’.
Informado sobre a oferta da Secretaria de Assuntos Metropolitanos da Prefeitura de Curitiba para instalação de um loteamento para 500 famílias em Bocaiúva do Sul, Antonio Eduardo de Barros disse que esse é mais um fato que pode pesar contra o prefeito, na decisão dos membros da CPI. ‘‘Se isso for realmente verdade, não precisa mais nada’’, disse o vereador. A oferta da Prefeitura de Curitiba possibilitaria ao município aumentar sua população e pular de faixa no Fundo de Participação.
O prefeito Élcio Berti estava ontem em viagem ao litoral e não foi encontrado pela reportagem.

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