Foz do Iguaçu Turistas, empresários, políticos, policiais e delegados eram clientes de uma casa noturna de Foz do Iguaçu, onde foram apreendidas menores vítimas de prostituição. A denúncia é de uma ex-garota de programa ouvida ontem pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista Congresso Nacional que investiga a rede de exploração sexual de adolescentes e crianças.
Os parlamentares promoveram uma audiência pública na Câmara Municipal com objetivo de levantar dados sobre a realidade da tríplice fronteira do Brasil, Paraguai e Argentina. A região, considerada um centro de prostituição, abriga cerca de 3,5 mil crianças e adolescentes vítimas da prática criminosa, segundo a Organização Mundial do Trabalho.
A testemunha trabalhava numa mansão de dois andares, no Jardim Itália, fechada em 18 de junho. O estabelecimento pertenceria a Arveni Vargas, 39, a ''Tia Carol'', que à época foi detida por aliciar menores. Presa até hoje, ela também prestou depoimento na sessão pública e negou as acusações.
À época do flagrante, ela afirmou que sua casa ''é uma pensão para as meninas, que trabalham como doméstica e outras no Paraguai''. A ex-garota de programa Joelma Sena, 18, que trabalhou na casa, porém, garantiu que elas cobravam até R$ 300,00 dos clientes parte do dinheiro ficava com Arveni.
A audiência teve a participação da senadora Patrícia Saboya Gomes (PPS-CE), deputados Luis Couto (PT-PB), Laura Carneiro (PFL-RJ), Selma Schons (PT-PR), Ann Pontes (PMDB-PA), Sandra Rosado (PMDB-RN) e Maria do Rosário (PT-RS).

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