Os policiais Maria Aparecida dos Santos, Gecila Ronise Wagner e José Leônidas Lupepso, do 13º Distrito, em Curitiba, suspeitos de facilitar a fuga de Adão da Silva e mais oito detentos em maio, poderão ser presos. A CPI Estadual do Narcotráfico oficializará ao Ministério Público o pedido para o indiciamento deles no crime de facilitação de fuga em troca de R$ 21 mil. Ontem eles foram ouvidos pelos parlamentares da CPI. ‘‘Houve contradições nos depoimentos e muita coisa tem de ser explicada’’, disse o relator da CPI, deputado estadual Ricardo Chab (PTB).
A policial Gecila Wagner não soube explicar o fato de Adão da Silva ter sido transferido do 3º Distrito, de maior segurança, para a cela do 13º DP, mais afastado da área central e com menor fiscalização. ‘‘Não tenho nada a ver com isso e nem sei quem pode ter interesse em me prejudicar’’, disse Gecila.
A CPI também questionou um telefonema feito por Gecila para sua amiga Ana Paula Gatti, minutos após a fuga dos presos. ‘‘É impossível que em uma delegacia, naquela situação, a pessoa responsável ainda encontrasse tempo de ligar para a amiga antes de falar com a polícia’’, questionou Chab. Gecila, no entanto, disse que ligou para Gatti antes da fuga.
Na hora da ação dos presos, próximo à meia-noite, Albari Cesar, detento que desenvolvia trabalhos na delegacia, saiu, assim como Maria Aparecida dos Santos e José Leônidas que estavam de plantão e Gecila estava em outro local.
A mulher de Adão, Ivoneide da Silva, acabou detida acusada de ter ajudado na fuga. Ela está incomunicável na Penitenciária Feminina, enquanto seu marido é mantido preso em sitema de rodízio pelas delegacias da capital, como segurança.

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