CPI das funerárias será composta após as eleições
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segunda-feira, 25 de setembro de 2000
Maigue Gueths De Curitiba 
Até ontem, apenas cinco dos nove partidos que têm representantes na Câmara dos Vereadores de Curitiba tinham indicado seus nomes para compor a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que irá apurar as denúncias de cartelização do setor funerário na cidade. A proposta de criação da CPI foi aprovada dia 19 e a expectativa inicial era que a comissão fosse constituída ainda na semana passada. Ontem, entretanto, o presidente da Câmara, vereador João Cláudio Derosso (PFL), disse acreditar que a CPI só será formada depois das eleições municipais.
Eu estou pressionando para que os partidos apresentem seus nomes e a comissão possa começar a trabalhar já, disse ontem o ex-presidente da CEI, Natálio Stica (PT), reclamando da demora na indicação. Somente o PT, PSC, PFL, PSB e PDT haviam indicado seus componentes. Ainda faltavam apresentar nomes o PTB, PSDB, PPB e PMDB. Assim que todos apresentarem, a comissão irá escolher um presidente e um relator para os trabalhos, que têm prazo legal de 90 dias para conclusão.
Os primeiros convocados a depor serão o ex-diretor do Serviço Funerário Municipal (SFM), Paulo Polati, e o ex-diretor do Instituto Médico-Legal (IML), Francisco Moraes e Silva.
Após os depoimentos, os vereadores farão propostas para a regulamentação dos fundos mútuos (espécie de seguro para serviços funerários) e para a modificação da legislação funerária municipal. Stica disse que a intenção é acabar com a tabela de funerárias e criar uma fiscalização rígida no setor.


