A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga denúncias de irregularidades nos serviços funerários de Campo Mourão vai apresentar hoje à tarde o seu relatório preliminar. Os membros da comissão poderão acatar ou não as propostas.
Os trabalhos da CPI foram iniciados em fevereiro. Duas das principais denúncias apuradas pela comissão não terão mais efeito quando o relatório for à votação em plenário, o que ainda não tem data marcada. O gerente José Sobral da Silva, que era acusado de mau atendimento, já não trabalha em nenhuma das duas funerárias da cidade.
Já a denúncia de que as funerárias sonegavam impostos, cobrando ‘‘por fora’’ pelos serviços complementares (flores, cruz de madeira, coroa de lata e aplicação de formol), foi solucionada nesta semana. As duas funerárias aderiram ao programa de Recuperação Fiscal de Campo Mourão (Refiscam) e parcelaram em 48 meses os impostos que tinham deixado de pagar.
O presidente da CPI, Sidnei Jardim (PPS), disse que a comissão investigou outras denúncias, como o alto preço de venda dos caixões em relação ao custo de fábrica e o fato de as duas funerárias funcionarem no mesmo endereço. O próprio Jardim protocolou ontem um projeto de lei que proíbe as duas empresas de continuarem trabalhando no mesmo prédio.
‘‘O gerente acusado de mau atendimento já não está mais nas funerárias e os impostos sonegados foram renegociados por causa da instalação da CPI’’, ressaltou Jardim. Com a CPI, a prefeitura também deixou de prorrogar por um prazo maior a concessão das funerárias e deverá abrir nova licitação ainda este ano.

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