Paulo Pegoraro
Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal de Diamante do Oeste (81 quilômetros a oeste de Cascavel) concluiu a existência de um prejuízo de R$ 50 mil aos cofres públicos, por desvios ocorridos na própria Câmara, no período 97/98. A responsabilidade é atribuída ao ex-presidente, Pedro Gomes Sobrinho (PL), atual vice-presidente, e ao ex-diretor Hélio Luiz de Almeida. O presidente da CPI, vereador Benedito Silveira (PT), observa que o prejuízo é ‘‘expressivo’’ para o município (5 mil habitantes), pois corresponde a 25% da arrecadação mensal da prefeitura.
As conclusões da investigação, iniciada em março, foram encaminhadas ontem ao Ministério Público (MP) e Tribunal de Contas do Estado, para responsabilizações. A própria Câmara deverá analisar a possibilidade de cassação do mandato de Pedro Gomes Sobrinho. O vereador preferiu não depor na CPI, mas alega que não tem responsabilidade sobre os desvios, e afirma que sua conta bancária ‘‘está aberta para ser investigada’’. Sobrinho acrescenta que o ex-diretor ‘‘era pessoa em quem confiava’’. Para Hélio Luiz de Almeida, a CPI foi motivada por uma ‘‘polêmica política’’.
A CPI apontou que foram emitidos cheques não nominais, que ‘‘na maioria dos casos foram desviados em proveito próprio ou de terceiro’’, e que notas de despesas foram forjadas. Almeida teria sido o ‘‘mentor intelectual’’ das irregularidades, com a ‘‘presumível conivência’’ do ex-presidente. Segundo Benedito Silveira, houve compras com superfaturamento de valores, ‘‘se é que elas ocorreram’’, e muitas foram feitas em uma livraria de propriedade do ex-vereador Edson Luiz de Almeida, irmão do ex-diretor.

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