CPC admite erro na perseguição
O comandante do policiamento da capital (CPC), coronel Justino Sampaio, tentou justificar ontem a abordagem dos policiais ao taxista, na Cidade Industrial de Curitiba. Apesar de admitir que a abordagem foi feita sem as devidas condições de segurança, o coronel contou uma versão diferente para os fatos. De acordo com ele, um telefonema anônimo teria motivado a perseguição. No telefonema, a pessoa teria informado que um taxista estava sendo vítima de quatro pessoas suspeitas. Pensamos que pudesse se tratar de um sequestro e três viaturas foram informadas do caso, afirmou ele.
A primeira viatura a avistar o taxista teria sido a da P-2, descaracterizada, mas com o giroflex em funcionamento. Outras duas viaturas do 13º Batalhão da Polícia Militar teriam se aproximado do carro para tentar pará-lo. Como o taxista não quis parar, os policiais entraram em contato com a Rádio-Táxi e começaram a atirar nos pneus, alegou. De acordo com os depoimentos dados à polícia pelos passageiros, o taxista estava com o rádio da empresa desligado, o som estava alto e a velocidade do carro chegava a 120 quilômetros. Toda a situação é estranha e é passível de investigação, acusou.
Para Sampaio, os policiais agiram de forma prudente, mas pecaram ao atirar desordenadamente no táxi. Atendemos uma média de 800 ocorrências por dia, sempre há a possibilidade de falhas, admitiu. O comandante disse que irá pegar os depoimentos prestados à polícia e reconstituir o caso para que não existam outras falhas dentro da corporação policial. Vamos buscar juntos quais seriam as alternativas de abordagem em casos como este, mesmo porque duas viaturas policiais estavam caracterizadas, afirmou.
O secretário de Estado da Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, disse que já determinou a abertura de um inquérito para apurar as responsabilidades pelo incidente. Se os policiais praticaram qualquer irregularidade, iremos puni-los, assegurou.(L.P)





