CP da Câmara adia para o dia 6 depoimento de testemunha-chave da ZR3
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quinta-feira, 28 de junho de 2018
Diego Prazeres/ Editor de Política 
O depoimento do produtor rural Junior Zampar nesta sexta-feira (30) na Comissão Processante (CP) aberta pela Câmara Municipal para investigar suposta quebra de decoro parlamentar dos vereadores afastados Mário Takahashi e Rony Alves foi adiado para a próxima sexta, dia 6 de julho. Zampar é considerado a testemunha-chave da Operação ZR3, que o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) deflagrou para investigar suposto esquema de corrupção envolvendo a elaboração de projetos de mudança de zoneamento. O produtor, cuja família tem um terreno comercial na zona leste, denunciou o esquema ao Gaeco, apontando os dois vereadores como supostos líderes.
A reunião que seria realizada nesta sexta, às 9 horas, foi adiada para o próximo dia 6 porque segundo o procurador jurídico da Câmara, Miguel Aranega Garcia, os servidores da Casa não conseguiram notificar nem Rony Alves nem o advogado dele, Maurício Carneiro, com antecedência de 24 horas, como determina o regimento interno da Casa. Questionado se vê como estratégia da defesa de Alves a dificuldade da CP em notificá-los, o procurador jurídico da Câmara afirmou que não e que nem poderia opinar a respeito sob pena de ficar sob suspeição. A FOLHA não conseguiu contato com o advogado e o vereador afastado.
Para a reunião da próxima sexta-feira, a CP pretende ouvir também, além de Zampar, o primo dele, Carlos Zampar, e dois dos réus da ZR3: o ex-servidor da Secretaria de Obras Ossamu Kaminagakura e o ex-membro do Conselho Municipal da Cidade Luiz Guilherme Alho.
Os trabalhos da CP foram retomados na última quarta-feira (27) após ter ficado suspensos por um mês por decisão judicial favorável a Mário Takahashi. No calendário oficial, a reunião desta semana significou o início do 31º dia de trabalho. Assim, o relatório final que poderá pedir a cassação do mandato dos dois ex-presidente da Casa precisa ser entregue no prazo máximo de dois meses.


