A estudante Bárbara Galleli, 17 anos, é um exemplo de candidata cotista aprovada no vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL). A diferença é que a pontuação dela foi suficiente para a aprovação pelo sistema universal. Mesmo assim, ela é a favor da reserva de vagas para estudantes de escolas públicas.
Após terminar os estudos no Colégio Newton Guimarães, ela optou pelo curso de Administração de Empresas. Inscrita pelas cotas, foi aprovada em 30º lugar na classificação universal. O desempenho, segundo ela, é resultado de anos de dedicação ao estudo, principalmente no terceiro ano do Ensino Médio. Além de frequentar a escola estadual, a jovem fez um cursinho particular à noite e separou três horas diárias para estudar em casa.
O cursinho, segundo a jovem, foi importante para a aprovação. Afinal, somente nessas aulas ela teve acesso a conteúdos importantes como filosofia. Mesmo assim, Bárbara defende a reserva de vagas para alunos de escolas públicas. ''É justo porque o aluno de escola pública não tem acesso a conteúdos e à estrutura dos colégios particulares'', afirma. Porém, ela se declara contra a reserva de vagas para negros. (F.R.F.)

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