Costureiras concretizam sonho
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 05 de fevereiro de 2010
Carolina Avansini<BR>Reportagem Local 
O sonho de algumas mulheres da Zona Sul de Londrina começa a ganhar contornos reais a partir de amanhã. Integrantes da Associação de Mulheres do Jardim Nova Esperança, elas vão inaugurar a sede da entidade onde começarão, em breve, a produzir em maior escala as peças artesanais que comercializam em feiras de artesanato no município.
O grupo de 13 costureiras que já trabalha em sistema cooperativo começou a produzir as peças depois que, graças a uma reportagem publicada na FOLHA em julho do ano passado, recebeu muitas doações de tecido. Também por causa da divulgação no jornal, conseguiram quatro máquinas industriais doadas pelo Provopar de Curitiba. Depois de tanto incentivo, alugamos uma sede para trabalharmos, comemorou a vice-presidente da entidade, Edna Matos.
A intenção é que, com um local adequado, a produção cresça, as associadas se profissionalizem e a entidade consiga gerar renda através da diversificação das atividades. Estamos produzindo, além de tapetes e almofadas, peças em crochê e bordados. Temos planos também de pegar serviços de facção, contou a presidente e idealizadora do projeto, Irene Rocio Soares.
Além de batalharem pela consolidação da associação, Irene e Edna também são as professoras de mulheres que, há seis meses, não sabiam nada de costura. Aprender a costurar está elevando a autoestima das associadas, considerou Edna.
A mudança na vida da dona de casa Maria José Ferreira, 51, comprova a afirmação. Há seis meses, ela passava os dias em casa e convivia com a depressão. Hoje, exibe com orgulho os tapetes confeccionados pelas próprias mãos, que se esgotam rapidamente nas feiras de artesanato.
Até hoje, com essa idade, eu nunca tinha aprendido nada além de ser faxineira. Hoje, sei costurar e me sinto o máximo, disse. Feliz, ela conta que os filhos não acreditaram quando viram as primeiras peças. Hoje, compartilham com a mãe a alegria de possuir um ofício.
A dona de casa Otília de Oliveira Coutinho, 55, também aprendeu a costurar com as colegas de associação e espera com ansiedade o dia em que poderá viver do próprio trabalho. A Edna foi me ajudando e acabei aprendendo, relatou ela.
Neuza Rosa Brandão Gonçalves, 43, desafiou a opinião das pessoas que não achavam-na capaz de aprender e hoje já costura com tranquilidade as peças comercializadas pela associação. Sou muito mais feliz. Meu sonho é que o negócio cresça e beneficie a todas nós.
SERVIÇO
A produção das mulheres do Jardim Nova Esperança é comercialziada na primeira semana de cada mês na feira de artesanato que a Secretaria Municipal da Mulher realiza no Calçadão. A associação continua precisando da doação de materiais de costura. Quem quiser ajudar pode entrar em contato pelo telefone (43) 3342-8181.


