O so­nho de al­gu­mas mu­lhe­res da Zo­na Sul de Lon­dri­na co­me­ça a ga­nhar con­tor­nos ­reais a par­tir de ama­nhã. In­te­gran­tes da As­so­cia­ção de Mu­lhe­res do Jar­dim No­va Es­pe­ran­ça, ­elas vão inau­gu­rar a se­de da en­ti­da­de on­de co­me­ça­rão, em bre­ve, a pro­du­zir em ­maior es­ca­la as pe­ças ar­te­sa­nais que co­mer­cia­li­zam em fei­ras de ar­te­sa­na­to no mu­ni­cí­pio.
O gru­po de 13 cos­tu­rei­ras que já tra­ba­lha em sis­te­ma coo­pe­ra­ti­vo co­me­çou a pro­du­zir as pe­ças de­pois que, gra­ças a uma re­por­ta­gem pu­bli­ca­da na FO­LHA em ju­lho do ano pas­sa­do, re­ce­beu mui­tas doa­ções de te­ci­do. Tam­bém por cau­sa da di­vul­ga­ção no jor­nal, con­se­gui­ram qua­tro má­qui­nas in­dus­triais doa­das pe­lo Pro­vo­par de Cu­ri­ti­ba. ‘‘De­pois de tan­to in­cen­ti­vo, alu­ga­mos uma se­de pa­ra ­trabalharmos’’, co­me­mo­rou a vi­ce-pre­si­den­te da en­ti­da­de, Ed­na Ma­tos.
A in­ten­ção é que, com um lo­cal ade­qua­do, a pro­du­ção cres­ça, as as­so­cia­das se pro­fis­sio­na­li­zem e a en­ti­da­de con­si­ga ge­rar ren­da atra­vés da di­ver­si­fi­ca­ção das ati­vi­da­des. ‘‘Es­ta­mos pro­du­zin­do, ­além de ta­pe­tes e al­mo­fa­das, pe­ças em cro­chê e bor­da­dos. Te­mos pla­nos tam­bém de pe­gar ser­vi­ços de ­facção’’, con­tou a pre­si­den­te e idea­li­za­do­ra do pro­je­to, Ire­ne Ro­cio Soa­res.
Além de ba­ta­lha­rem pe­la con­so­li­da­ção da as­so­cia­ção, Ire­ne e Ed­na tam­bém são as pro­fes­so­ras de mu­lhe­res que, há ­seis me­ses, não sa­biam na­da de cos­tu­ra. ‘‘Apren­der a cos­tu­rar es­tá ele­van­do a au­toes­ti­ma das ­associadas’’, con­si­de­rou Ed­na.
A mu­dan­ça na vi­da da do­na de ca­sa Ma­ria Jo­sé Fer­rei­ra, 51, com­pro­va a afir­ma­ção. Há ­seis me­ses, ela pas­sa­va os ­dias em ca­sa e con­vi­via com a de­pres­são. Ho­je, exi­be com or­gu­lho os ta­pe­tes con­fec­cio­na­dos pe­las pró­prias ­mãos, que se es­go­tam ra­pi­da­men­te nas fei­ras de ar­te­sa­na­to.
‘‘Até ho­je, com es­sa ida­de, eu nun­ca ti­nha apren­di­do na­da ­além de ser fa­xi­nei­ra. Ho­je, sei cos­tu­rar e me sin­to o ­máximo’’, dis­se. Fe­liz, ela con­ta que os fi­lhos não acre­di­ta­ram quan­do vi­ram as pri­mei­ras pe­ças. Ho­je, com­par­ti­lham com a mãe a ale­gria de pos­suir um ofí­cio.
A do­na de ca­sa Otí­lia de Oli­vei­ra Cou­ti­nho, 55, tam­bém apren­deu a cos­tu­rar com as co­le­gas de as­so­cia­ção e es­pe­ra com an­sie­da­de o dia em que po­de­rá vi­ver do pró­prio tra­ba­lho. ‘‘A Ed­na foi me aju­dan­do e aca­bei ­aprendendo’’, re­la­tou ela.
Neu­za Ro­sa Bran­dão Gon­çal­ves, 43, de­sa­fiou a opi­nião das pes­soas que não acha­vam-na ca­paz de apren­der e ho­je já cos­tu­ra com tran­qui­li­da­de as pe­ças co­mer­cia­li­za­das pe­la as­so­cia­ção. ‘‘Sou mui­to ­mais fe­liz. Meu so­nho é que o ne­gó­cio cres­ça e be­ne­fi­cie a to­das nós.’’

SERVIÇO

A produção das mulheres do Jardim Nova Esperança é comercialziada na primeira semana de cada mês na feira de artesanato que a Secretaria Municipal da Mulher realiza no Calçadão. A associação continua precisando da doação de materiais de costura. Quem quiser ajudar pode entrar em contato pelo telefone (43) 3342-8181.

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