Dorico da SilvaExplicaçãoA delegada Geanne dos Santos ouve novo depoimento da costureira Castorina Oliveira: ‘ninguém pediu dinheiro’A delegada de Cambé, Geanne Aparecida dos Santos, ouviu um depoimento diferente ontem à tarde. A pedido da própria delegada, a costureira Castorina Machado Oliveira foi se retratar de declarações feitas à Folha,
sugerindo que funcionários da delegacia estivessem querendo dinheiro para liberar o carro dela. O veículo foi retido em dezembro por adulteração de chassi.
Um funcionário da delegacia foi buscar a costureira na casa dela, com carro particular já que, pelo telefone, Castorina, se recusou a entrar no veículo da polícia. Diante da delegada, ela desmentiu a declaração feita no dia 13 de janeiro à Folha, dizendo que não soube se expressar. ‘‘O processo está enrolado, meu marido tinha perdido um emprego por falta do carro. Estava nervosa. Me expressei mal. Ninguém pediu dinheiro’’, retrata-se.
‘‘Estou na Polícia há três anos e me orgulho de nunca um funcionário meu ter pedido dinheiro para envolvidos em inquéritos’’, afirma a delegada. Castorina também teve que explicar melhor a afirmação de ‘‘só ter visto as chaves’’ do carro desde que ele foi encaminhado à delegacia pelo Instituto de Criminalística. ‘‘Aqui eu não vi o carro mesmo. Só vi a chave’’, confirma. Geanne explica que estranhos são impedidos de entrar no pátio por causa dos presos.
O inquérito continua em andamento. Castorina e os dois proprietários anteriores do carro foram ouvidos na semana passada e foram descartados pela delegada de qualquer envolvimento. ‘‘Esses veículos geralmente foram roubados e vendidos depois’’. Ela afirma que na maioria das vezes não se chega à vítima nem ao responsável pela adulteração. Neste caso, Geanne explica que, sem queixa de furto ou roubo do carro, o advogado pede arquivamento do inquérito e propriedade do veículo para o último dono.

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