Costureira se retrata de acusação contra policiais
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terça-feira, 21 de janeiro de 1997
Da Redação 
Dorico da SilvaExplicaçãoA delegada Geanne dos Santos ouve novo depoimento da costureira Castorina Oliveira: ninguém pediu dinheiroA delegada de Cambé, Geanne Aparecida dos Santos, ouviu um depoimento diferente ontem à tarde. A pedido da própria delegada, a costureira Castorina Machado Oliveira foi se retratar de declarações feitas à Folha,
sugerindo que funcionários da delegacia estivessem querendo dinheiro para liberar o carro dela. O veículo foi retido em dezembro por adulteração de chassi.
Um funcionário da delegacia foi buscar a costureira na casa dela, com carro particular já que, pelo telefone, Castorina, se recusou a entrar no veículo da polícia. Diante da delegada, ela desmentiu a declaração feita no dia 13 de janeiro à Folha, dizendo que não soube se expressar. O processo está enrolado, meu marido tinha perdido um emprego por falta do carro. Estava nervosa. Me expressei mal. Ninguém pediu dinheiro, retrata-se.
Estou na Polícia há três anos e me orgulho de nunca um funcionário meu ter pedido dinheiro para envolvidos em inquéritos, afirma a delegada. Castorina também teve que explicar melhor a afirmação de só ter visto as chaves do carro desde que ele foi encaminhado à delegacia pelo Instituto de Criminalística. Aqui eu não vi o carro mesmo. Só vi a chave, confirma. Geanne explica que estranhos são impedidos de entrar no pátio por causa dos presos.
O inquérito continua em andamento. Castorina e os dois proprietários anteriores do carro foram ouvidos na semana passada e foram descartados pela delegada de qualquer envolvimento. Esses veículos geralmente foram roubados e vendidos depois. Ela afirma que na maioria das vezes não se chega à vítima nem ao responsável pela adulteração. Neste caso, Geanne explica que, sem queixa de furto ou roubo do carro, o advogado pede arquivamento do inquérito e propriedade do veículo para o último dono.


