Costa Oeste pode ser beneficiada com navegação
O transporte fluvial de cargas pode ser feito ao longo de mil quilômetros do Paranazão, Tietê, Paranapanema e outros, de São Simão, no sul de Goiás, até Foz do Iguaçu. A construção de 10 usinas hidrelétricas ao longo do Paraná e do Tietê nos últimos 30 anos viabilizou a navegação por 400 quilômetros em ambos os rios, ligando Foz do Iguaçu a Piracicaba (SP). A formação de represas eliminou obstáculos naturais como as Sete Quedas, em Guaíra, submersas em 83 pela formação do Lago de Itaipu.
Segundo Joaquim Riva, com o Mercosul existe a expectativa de que em 15 anos cerca de 30 milhões de toneladas de cargas estejam sendo transportadas através da hidrovia. Isto vai movimentar cerca de US$ 8 bilhões e gerar quase 900 mil empregos, estima o diretor da CESP. Ele prevê que, além de grãos, as grandes embarcações cruzarão os rios levando todo tipo de produtos, incluindo combustíveis.
O diretor da CESP sustenta ainda que o transporte fluvial de cargas, ao lado do ecoturismo, será a redenção econômica dos municípios da Costa Oeste paranaense, como está sendo para os municípios paulistas ao longo do Tietê. Pederneiras, por exemplo, recebeu em 4 anos R$ 350 milhões em investimentos nos setores industriais e de transporte. Saltou de 30 mil para quase 100 mil habitantes.





