O general Marco Antonio Sávio Costa deixa o Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) atirando contra o governo. Ele confirmou ontem a sua saída – antecipada pela Folha na edição de terça-feira – reclamando da falta de apoio. ‘‘Falta apoio da própria Secretaria de Estado de Segurança Pública’’, desabafou, ao levantar as dificuldades que teve para conseguir auxílio da Polícia Militar durante as negociações com os presos nas rebeliões da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, e da Prisão Provisória do Ahú, em Curitiba.
Sávio Costa será substituído pelo vice-coordenador do Depen, Lauro Luis de Cesar Valeixo. Costa lamentou o corporativismo contra as propostas de modernização do sistema penitenciário que ele estava querendo implementar, como a terceirização da alimentação dos presos e a centralização do apoio jurídico.
O secretário-interino da Justiça, Carlos Maranhão, entrega hoje ao governador Jaime Lerner (PFL) pedido de exoneração do general. A demissão do general foi acertada durante reunião na noite de segunda-feira. Carlos Maranhão lamentou a baixa e disse que não teve como segurar o general. ‘‘Achei que ele poderia ser capaz de revolucionar o Depen. Infelizmente não foi possível’’, afirmou o secretário.
Sávio Costa nega que tenha sido demitido e disse que a carta solicitando desligamento estava pronta desde o último dia 10, antes da segunda rebelião, a do Ahú. ‘‘Eu estava me sentindo sozinho e lutando contra interesses corporativistas. Resolvi adiar meu pedido de exoneração, mas não tive como segurar mais após a rebelião do Ahú’’, reclamou.

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