Cortes reduzem preço de funeral
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 1997
Paulo Pegoraro Sucursal de Cascavel 
Edson MazzettoEnxugamentoMariotto no Cemitério Central de Cascavel: 50% mais baratoOs preços de urnas e serviços funerários em Cascavel baixaram 50% em média, como decorrência das medidas tomadas para reduzir custos operacionais na Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Cascavel (Acesc). O funeral popular, com caixão, translado de corpo e sua preparação, velas, véu, terreno em cemitério e sepultamento, está tendo seu custo reduzido de R$ 378,00 para R$ 161,00.
A urna funerária, especificamente, que antes custava R$ 277,00, passa a custar apenas R$ 75,00. A redução é menor no caso de funerais luxuosos, que passam de R$ 4.552,00 para 3.680,00. O presidente da Acesc, Sérgio Mariotto, disse ontem que a própria autarquia levou ao prefeito Salazar Barreiros (PPB) proposta para redução dos preços. Estavam muito elevados. O preço alto seria decorrência dos altos custos operacionais.
Os excessos, atribuídos à administração anterior, começavam pelo número de funcionários, reduzido agora de 45 para 32. Sem nenhum prejuízo ao serviço, diz Mariotto, que apontou gastos elevados com combustível. O presidente da Acesc afirma que todo mundo - ou seja, outros setores da administração municipal - abastecia carros na conta da Acesc. Com o corte da mordomia, a despesa foi reduzido em 70%. Globalmente, os custos operacionais foram reduzidos em R$ 12 mil ao mês.
O presidente da Acesc estima que, brevemente, a tabela de preços possa cair ainda mais. Cascavel é uma das poucas cidades do Paraná com serviços funerários estatizados - assim como Londrina e Umuarama. A partir de 89, quando ocorreu a municipalização e a morte deixou de ser comércio, praticamente desapareceram as reclamações, antes permanentes contra quatro funerárias particulares que disputavam agressivamente cadáveres na porta de hospitais.
A autarquia não visa lucros, apenas a auto-suficiência financeira, garantida com serviços a famílias que podem pagar por eles. Dos cerca de 110 sepultamentos realizados por mês, em média, praticamente 25% são gratuitos.


