Depois de uma paralisação que durou oito anos, as obras de pavimentação da Estrada Boiadeira (BR-487), entre Campo Mourão e Cruzeiro do Oeste, foram reiniciadas ontem e já têm um novo desafio: torcer para que os drásticos cortes no orçamento do governo federal não incluam a rodovia. ‘‘Tudo vai depender de como o governo vai reprogramar sua economia interna’’, disse ontem o diretor regional do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), João Alberto Sautchuk, durante a assinatura da ordem de serviço da obra, em Campo Mourão.
Sautchuk acredita que o fato da Boiadeira já ter uma parte dos recursos liberados possa evitar sua inclusão nos cortes. O diretor do DNER admitiu, no entanto, que o Ministério dos Transportes deverá ter uma redução de 19% em seus investimentos e que os R$ 3,4 milhões já liberados para a Boiadeira estão abaixo dos R$ 8 milhões que eram esperados. No orçamento da União para este ano, são previstos R$ 9,4 milhões para a pavimentação.
No discurso que fez para as lideranças de toda a região que participaram da solenidade, Sautchuk cobrou ‘‘união em torno do mesmo objetivo’’ para que a obra possa ser concluída. ‘‘É uma das obras mais importantes do governo Fernando Henrique para o Paranᒒ, disse. O reinício das obras aconteceu em duas frentes de trabalho. Uma fica em Nova Brasília, onde o asfalto parou em 1991, a 20 quilômetros de Campo Mourão. A outra fica em Tuneiras do Oeste.
No total, são 55 quilômetros entre Campo Mourão e Cruzeiro do Oeste, que vão custar R$ 30,8 milhões. Nos 20 quilômetros já asfaltados, foram gastos pelo menos R$ 8 milhões entre recursos do DNER e do governo do Estado.
Sautchuk também anunciou em Campo Mourão que já está licitando a atualização do projeto de engenharia para a pavimentação do trecho de 30 quilômetros de Cruzeiro do Oeste até a Serra dos Dourados, o que completaria a pavimentação de um corredor para ligar o Mato Grosso do Sul e o Noroeste do Paraná com o Porto de Paranaguá. Ele frisou ainda que a Estrada Boiadeira, além de retomada, está sendo modernizada. O projeto original, que tem cerca de 20 anos, foi transformado em rodovia classe 1 (pistas e acostamentos mais largos). A obra deve ficar pronta em dois anos.
A assinatura da ordem de serviço em Campo Mourão atraiu à cidade os prefeitos de Umuarama, Antônio Fernando Scanavaca; de Tuneiras do Oeste, Luiz Antônio Krauss; e de Cruzeiro do Oeste, Antônio Mazzei. ‘‘É o sonho de toda uma região que está sendo realizado’’, disse o prefeito de Campo Mourão, Tauillo Tezelli (PSDB).

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