Corte na educação física cria polêmica
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quarta-feira, 07 de março de 2001
Luciana Pombo De Curitiba 
Professores de educação física da rede estadual de ensino programam uma série de protestos para os próximos dias contra a decisão da Secretaria de Estado de Educação. Eles se dizem prejudicados por conta das mudanças na grade curricular da disciplina, que reduziu drásticamente a carga horária e deixou muitos professores em aula.
O primeiro manifesto será no dia 21, quando os professores levarão um abacaxi em frente a secretaria. Vamos levar o abacaxi para que a secretária descasque e resolva a questão dos professores que estão sem aula, afirmou o professor George Luiz Alves Barbosa, diretor de sindicalizados do Núcleo Sindical de Curitiba e Região Metropolitana do Sindicato da Associação dos Professores do Paraná (APP-Sindicato).
De acordo com ele, a resolução 247/2001 extinguiu 90% das aulas noturnas de educação física nas escolas estaduais. A readequação de horários também teria prejudicado muitos professores, que chegaram a diminuir em 70% seus rendimentos mensais. O desemprego na educação física é tremendo, declarou ele. No próximo dia 16 haverá uma reunião para discutir o assunto e propor alternativas. Isto tem que se acertar de alguma forma, argumentou. A situação, segundo George Barbosa, atinge professores de todas as regiões do Estado.
Para o dia 1º de maio, Dia do Trabalho, os professores farão um ato público no centro de Curitiba. Eles farão uma corrida de 24 horas com um bastão, que será simbolicamente o abacaxi. Vai ser o bastão do desemprego, anunciou. No dia 30 deste mês, novas estratégias de protesto serão traçadas. Temos cinco mil professores de educação física que estão sendo prejudicados com a medida. Se não conseguirmos mudar nada para este ano, tentaremos para o ano que vem, avaliou.
A assessoria de imprensa da secretaria informou que a resolução foi baseada na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) do governo federal que prevê que a educação física seja opcional no ensino noturno e só possa ser ministrada para turmas com mais de 40 alunos. A resolução fez ainda uma adequação da grade horária das escolas. Todas terão que ter 800 horas aulas em 200 dias letivos. Com a medida, a secretaria esperar igualar a qualidade e a quantidade de ensino em todas as escolas estaduais.


