O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais está contestando algumas das medidas de contenção de gastos anunciadas pela prefeitura de Ponta Grossa na última terça-feira. O que mais desagradou o funcionalismo foi o corte no fornecimento das cestas básicas para servidores entre os níveis 1 e 4.
Segundo Leovanir Martins, presidente do sindicato que representa a categoria, essa determinação deve atingir aproximadamente 1,3 mil funcionários, que recebem salários entre R$ 181,97 e R$ 194,48.
A cesta básica, no valor de R$ 25,00, representa uma compensação salarial, que o sindicato entende que vai fazer falta no final do mês.
Martins disse que já solicitou ao prefeito Jocelito Canto (sem partido) que o corte desse benefício seja revisto, sob pena de sacrificar centenas de servidores.
Com o corte dessas cestas básicas o município pretende fazer uma economia de pouco mais de R$ 30 mil por mês. A princípio a suspensão do benefício deve durar dez meses, tempo estipulado para vigorar o ‘‘pacote’’ de medidas da administração municipal.
Com relação ao vale-transporte, outra medida que atinge diretamente o servidor, Leovanir Martins quer apenas que seja cumprido o que determina a lei. O prefeito Jocelito Canto disse que os vales estão limitados a dois por dia para cada funcionário.
De acordo com Martins, conforme determina a lei, o município está obrigado a fornecer quantos vales forem necessários para o desempenho diário do trabalhador.
Sobre a possibilidade de demissões, que não foi descartada pelo prefeito, o presidente do sindicato disse que a categoria não aceita nem discutir o assunto.
Conforme dados do sindicato, atualmente existem em torno de 4,1 mil servidores na prefeitura municipal. A administração garante que eles chegam a quase mil.

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