Corte de benefícios mobiliza UEL e HU
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sexta-feira, 26 de março de 1999
Áureo Nogueira 
Servidores e professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e pessoal da saúde do Hospital Universitário estão se mobilizando contra decisões do Conselho de Administração (CA) da instituição, que reduzem benefícios para atender ao termo de autonomia assinado com o governo do Estado.
O CA decidiu, principalmente, suspender o pagamento de horas extras, cortar o adicional de 25% e 35% para os funcionários que cumprem escala de trabalho compensada de 12 por 36 horas, reduzir as férias de 45 para 30 dias e cortar o pagamento do adicional de função gratificada para as substituições de chefias.
O Sindicato dos Servidores Técnico-Administrativos (Assuel) realiza assembléia geral no câmpus universitário, no início da tarde de quarta ou quinta-feira. Segundo o presidente da Assuel/Sindicato, Itamar André Rodrigues do Nascimento, os funcionários vão discutir pedido de revogação das decisões do CA e uma pauta de reivindicações da categoria.
Entendemos que o termo de autonomia assinado cortou verbas da universidade e vai provocar graves consequências. Mas a forma como as medidas foram impostas é inaceitável, reage Itamar, acrescentando que o CA foi convocado na véspera, por telefone, sem que houvesse tempo de os sindicatos e os conselheiros representantes estudarem as medidas.
O sindicalista destaca, ainda, que a categoria exige da administração da UEL que a reforma administrativa interna seja transparente e democrática. As medidas devem ser discutidas e atingir a todas as categorias da comunidade universitária. As já anunciadas foram empurradas goela abaixo e sacrificam apenas os funcionários. Vamos discutir uma pauta de reivindicações de acordo com o termo de autonomia.
Ontem, a presidente do Sindicato da Saúde, Ana Maria da Cruz, discutiu com o reitor Jackson Proença Testa as decisões do CA. O Sindicato da Saúde também rejeita as medidas. Facilitaria se todas as medidas fossem analisadas para identificarmos sua necessidade e consequências, argumenta Ana Maria, apresentando como exemplo casos em que as funções gratificadas ou cargos em comissão poderiam ser extintos com menos efeitos negativos.
De acordo com a sindicalista, o reitor disse que não tem alternativa senão fazer os cortes. Disse, ainda, que a UEL vai passar todo o ano em processo de reestruturação. Vamos fazer uma assembléia, às 13 horas de segunda-feira, no anfiteatro do HU, para discutir a questão e formas de mobilização, informa.
O acordo de autonomia universitária vai ser discutida hoje, a partir das 9 horas, no Sindicato dos Professores de Londrina, pelo Comitê de Defesa do Ensino Superior Público do Paraná. Deve reunir representantes de professores, funcionários e estudantes das cinco universidades e das 11 faculdades estaduais isoladas.


