O corte de quatro árvores na calçada em frente a uma construção do deputado Divarnir Bras Palma (PST), no centro de Maringá, revolvou a população. O prédio, um conjunto de salas comerciais em fase final de acabamento, fica na esquina das avenidas Herval e 15 de Novembro. No sábado de tarde, segundo vizinhos da obra, homens e máquinas da prefeitura efetuaram o corte. ‘‘Não dá para aceitar o descaso com que o município está tratando a arborização da cidade’’, disse a balconista Cíntia Damasceno, que trabalha próximo ao local
Ontem a Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Maringá (Aeam), também contestou o corte. ‘‘Não existe justificativa técnica para o que fizeram naquela esquina’’, diz o engenheiro Aldebaran da Cunha Naumann, diretor da entidade. Ele explica que há alguns anos a prefeitura tem concordado com o corte ‘‘sem necessidade’’ em vários locais. Lembrando das árvores da calçada do Shopping Avenida Center, arrancadas há quase um ano e ainda não replantadas.
Para Naumann, o único motivo que leva a prefeitura a cortar árvores ‘‘parace ser o motivo político’’. Ele desabafa que no caso do prédio do deputado, o corte de árvores ‘‘condenadas’’ como justifica a prefeitura, deveria atingir todas as plantas da região. ‘‘O que não acontece porque só cortaram em frente ao prédio’’, lembra. O diretor da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, Adalberto Cossich, diz que não existia outra saída.
Ele explica que as árvores tinham mais de 40 anos, e o corte em ‘‘V’’ promovido pelas empresas contratadas pela Copel, fez com que o crescimento fosse lateral. ‘‘Como já existia o projeto do prédio na esquina, seria necessário cortar apenas os galhos próximos à obra, o que desestabilizaria as árvores’’, garante. A saída, segundo o diretor, foi retirar as árvores existentes, da espécie Tipuana, para realizar o plantio de mudas adultas de variedades mais adequadas.

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