Marcos Zanatta
De Maringá
O ex-vereador e presidente do diretório do PMDB de Maringá, Umberto Crispim de Araújo, ingressou ontem na Justiça com uma ação contra o corte de árvores nas margens da PR-323. As árvores estão sendo retiradas por uma empresa contratada pela Viapar, concessionária do Lote 2 do Anel de Integração, entre Maringá e a ponte do Rio Ivaí. ‘‘Não quero dar nenhuma conotação política à ação, apenas garantir a preservação das árvores’’, disse.
‘‘As toras são levadas para uma serraria em Floresta (25 km ao sul de Maringá)’’, disse Crispim. A ação pede liminar para a suspenção imediata do corte das árvores, o replantio das espécies retiradas e uma multa a ser designada pela Justiça. Solicita também ação do Ministério Público para o caso.
A assessoria da Viapar informou ontem que o corte segue exigência do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e teve a autorização do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que mantém técnicos acompanhando o trabalho. O objetivo da retirada das árvores, segundo o assessor da empresa, Rogério Recco, é garantir maior segurança aos motoristas. Ele diz que carretas têm que desviar de galhos, invadindo a pista contrária. Em dias de chuva, os galhos caem na pista, pondo em risco os motoristas.
Crispim afirma ainda que muitas árvores, com mais de 40 anos, têm apenas o caule retirado. ‘‘O toco que fica na beira da pista é mais perigoso que a árvore inteira’’, garante. O assessor não confirmou se a Viapar está vendendo a madeira.

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