Paulo Ubiratan
De Londrina
O biólogo Marcelo Rubens Machado contesta com indignação as declarações do diretor de manutenção e serviços da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), Humberto Rodrigues de Lima, a respeito de uma árvore que foi cortada por funcionários da companhia na esquina das ruas Jorge Velho e Amador Bueno (centro). ‘‘Vou denunciar o caso à Promotoria do Meio Ambiente, pois trata-se de uma verdadeira agressão contra a natureza e o ambiente’’, afirmou o biólogo.
Em matéria publicada ontem pela Folha, o físico Jair Scarmínio manifestou sua revolta com o corte da árvore. O físico chegou a cogitar a hipótese de a retirada da planta ter sido feita com a intenção de valorizar a fachada de um prédio em construção. O diretor da Comurb contestou, afirmando que a árvore foi cortada porque estava comprometida por cupins e, por ser do tipo sibipiruna, inadequada para área urbana.
Na oportunidade, Humberto de Lima disse que já existe um projeto para erradicar as sibipirunas, que serão substituídas por outras espécies. Ele alegou que as árvores estão sendo cortadas racionalmente a pedido dos próprios moradores, conforme ocorreu naquele local.
Marcelo Machado não aceita a explicação do diretor da Comurb. Ele disse que trabalhou muito tempo na Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) e nunca soube que a espécie sibipiruna não seja própria para ser plantada em zona urbana e reforça a opinião do físico, de que a árvore foi derrubada para beneficiar interesses particulares.
O biólogo chama a atenção que a espécie é indicada por cientistas como uma das melhores árvores para sombrear as ruas das cidades. ‘‘O diretor da Comurb está completamente enganado. E mais, quando cortaram a árvore eu vi os tocos e garanto que não estavam com cupim. O mais grave de tudo é que eu fui até a Comurb pedir os laudos dos cortes e não recebi resposta. Acho que a derrubada da árvore foi feita para beneficiar um comerciante, pois ela prejudicava a fachada de um prédio que está sendo construído’’, desabafou o biólogo. Ele enfatiza que as árvores levaram mais de 25 anos para crescer. ‘‘Em poucos minutos foram destruídas sem nenhum motivo’’, afirmou.
Ontem a Folha voltou a falar com Humberto Rodrigues. Ele reafirmou sua posição de erradicar as sibipirunas de Londrina e garantiu que existe laudo permitindo os cortes.

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