Desde o início da tarde de ontem, as 438 famílias que moram no Residencial Santos Dumont, no Conjunto Ernani Moura Lima (região leste), em Londrina, estão com a água cortada. A medida foi tomada pela Sanepar depois que uma parcela de dívida renegociada não foi paga. Segundo o síndico, Luiz Carlos Marques de Oliveira, a dívida com a empresa chega a R$®MDBU¯ ®MDNM¯500 mil. ''São dívidas antigas e com a inadimplência dos condôminos, de quase 85% em setembro, não foi possível o pagamento das contas'', comentou. Segundo ele, o que resta na caixa d'água será racionado nos horários de pico; para quem está com o condomínio em dia, água de poço artesiano será disponibilizada.
Oliveira criticou a empresa responsável pela venda dos apartamentos. Na sua opinião, não houve critérios adequados, pois muitos moradores ''não teriam condições de morar nem em uma favela'', disse, ''e muito menos arcar com a despesa mensal de R$ 80,00'', que inclui taxas de água, luz, manutenção e pagamento de 14 funcionários. O local também enfrentou sérios problemas no final de década de 90, quando cerca de 90 famílias invadiram e tomaram posse dos apartamentos. Desse total, ainda restam 18 famílias invasoras.
Atualmente, o condomínio move ações judicias contra 60 moradores, que totalizam ressarcimento de R$ 120 mil. Além disso, conta com prejuízo de mais R$ 180 mil deixado pelos invasores que moraram no local e R$ 65 mil dos apartamentos que estão vazios, sendo que tem a receber de condomínios atrasados que ainda não estão sendo cobrados judicialmente R$ 320 mil. ''É um prejuízo enorme e a nossa situação é desesperadora'', afirmou.
A assessoria de imprensa da Sanepar informou que a dívida estava em negociação e o condomínio deixou de cumprir com sua parte, o que o provocou o corte. Hoje, às 13h30, deverá haver uma reunião na Promotoria do Consumidor com representantes da Sanepar e o síndico do comdomínio para discutir novas possibilidades de acordo.

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