Especial para a Folha
Ao completar 145 anos de criação, a Polícia Civil do Paraná tem como principais metas combater os crimes contra o patrimônio, o uso e tráfico de drogas e a corrupção policial. Essas preocupações foram ressaltadas ontem pelo delegado geral da Polícia Civil no Estado, Artur Correia Braga, durante a solenidade em comemoração ao aniversário.
Durante a solenidade, foram homenageadas instituições que prestaram serviços relevantes à Polícia Civil do Paraná, entre elas a Folha do Paraná, representada pela jornalista Regina Kracik Teixeira, diretora regional de Curitiba. Também foram homenageados os policiais com mais de 30 anos de serviço.
O delegado geral, Artur Braga, considera pequeno o efetivo da polícia civil, que conta atualmente com 3.800 policiais, entre peritos, médicos legistas, investigadores, escrivães, datiloscopistas e delegados. ‘‘Temos 800 investigadores na capital, e apenas 800 no interior’’, conta o delegado. Para Braga, outra preocupação da Polícia Civil é a corrupção entre policiais. ‘‘O pior bandido é o policial corrupto, que conhece todos os nossos métodos’’, diz Braga, que pede a ajuda da comunidade no combate a esse problema. ‘‘A população precisa denunciar, e qualquer denúncia recebida por nós, inclusive anônimas, será investigada’’. O delegado lembra que em pouco mais de um ano mais de 20 policiais foram afastados por corrupção e mais de 100 processos ainda estão em andamento.Mauro FrassonRegina Kracik recebe homenagem à Folha pelos serviços prestadosPaulo Grein

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