O dia de ontem foi de muito trabalho para a comissão eleitoral que coordenou o processo de votação em primeiro turno para a escolha do próximo reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que irá estar a frente da instituição pelos próximos quatro anos. Entre os eleitores ouvidos pela Folha, a esperança é que o reitor eleito faça uma gestão democrática.
  Conforme a presidente da Comissão Eleitoral, professora Maria Rosa Abelin, foram registradas inúmeras solicitações de esclarecimentos, substituições de mesários e registros de votos em separado quando o nome do eleitor não constava na lista da seção onde votou. No Hospital Universitário (HU), a falta de um mesário atrasou o início da votação em cerca de 20 minutos em uma das seções, o que gerou reclamações. Mas o maior volume de trabalho foi de eleitores que compareceram para a votação sem documento com foto e não puderam votar. Não foi registrado nenhum caso de boca-de-urna. Apenas a presença no HU pela manhã da ex-reitora e atual secretária estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Lygia Pupatto, causou certo embaraço mas ela esteve acompanhada por dois membros da Comissão Eleitoral.
  Segundo Maria Rosa, a apuração começaria após as 23 horas, com o recebimento da última urna. A expectativa é que o resultado final seria conhecido por volta das 4 horas. Concorreram neste primeiro turno cinco chapas: ‘‘Você Faz o Amanh㒒 (reitor Moacyr Medri e vice Waldir Garcia); ‘‘UEL Autêntica’’ (reitor Marcos Falleiros e vice Antônio Brunetto); ‘‘UEL Para Todos’’ (reitor Félix Ribeiro e vice José Roberto Hoffmann); ‘‘UEL Em Ação (reitor Wilmar Marçal e vice César Caggiano); ‘‘Todas As Vozes’’ (reitor Cristiano Simon e vice Dilson Ishikawa).
  Se nenhum candidato atingir 50% mais um dos votos válidos, haverá segundo turno no dia 11 de maio. Em seguida, é encaminhada uma lista tríplice para aprovação do governador Roberto Requião, com o candidato mais votado e outros dois nomes indicados pelo Conselho Universitário (CU) que não tenham, necessariamente, participado do processo eleitoral. A posse da nova reitoria está marcada para o dia 10 de junho.
  Entre a comunidade universitária, a esperança era de que o novo reitor cumpra as promessas, promova uma maior integração entre os diversos centros e departamentos e faça uma gestão democrática baseada no diálogo.

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