Dorico da SilvaNa lataBernardino mostra como foi o chute: ‘Eu nunca o tinha visto’O corretor de imóveis José Bernardino dos Santos, 65 anos, registrou queixa na polícia, no último dia 4, contra um guardador de carros da rua Benjamin Constant, centro de Londrina. Por volta das 18 horas daquele dia, ele teria sido agredido pelo ‘‘flanelinha’’, quando se recusou a pagar R$ 1. ‘‘Eu não sei se ele é guardador de carros, mas agia como um flanelinha’’, ressalta.
A confusão começou quando Bernardino dos Santos dava partida no carro. O suposto guardador primeiro teria cobrado o dinheiro e, antes mesmo da resposta, teria tentado roubar um livro que estava sobre o banco do passageiro do Fusca ano 65. O corretor reclama ainda que o rapaz, com idade aproximada entre 15 e 18 anos, tentou retirar a chave da ignição. ‘‘Ele só parou porque eu segurei o braço dele.’’ Antes de fugir, o ‘‘flanelinha’’ ainda chutou a porta do carro e amassou a lataria.
Bernardino dos Santos mora na zona oeste da Cidade e quando vem ao centro pára constantemente na rua Benjamin Constant, perto do cruzamento com avenida Rio de Janeiro. Estacionando naquele local, o corretor consegue se livrar do pagamento da Zona Azul e garante que raramente paga para os flanelinhas cuidarem do carro. ‘‘Eu conheço o guardador que fica por ali. Sempre converso com ele, digo da importância de estudar e sair da rua’’, comenta. Mas o flanelinha que o agrediu é estranho naquela área. ‘‘Eu nunca o tinha visto.’’
A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Ação Social de Londrina informa que não há um projeto específico para guardadores de carro sendo desenvolvido em Londrina e, por isso, é difícil controlar o número de flanelinhas que atuam no centro e mesmo os locais onde cada um trabalha.

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