Corretor pode ter recebido R$ 3,25 milhões do Dpvat
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Diego Ribeiro<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O corretor de seguros Cláudio Lopes, 42 anos, preso pelo Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) em junho deste ano, pode ter recebido por meio de fraude R$ 3,25 milhões do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (Dpvat). Na época Lopes foi detido pela polícia no balneário Ipanema, em Pontal do Paraná (Litoral), sob suspeita de participar de um esquema em que familiares indetificariam um corpo de indigente como de um parente para conseguir retirar o dinheiro do Dpvat.
A equipe do Nurce terminou de analisar na terça-feira os mais de dois mil laudos do Instituto Médico Legal (IML), datados entre 2005 e 2008, suspeitos de terem sido alterados pelo esquema. Segundo o delegado operacional do Nurce, que coordena a investigação, Wagner Holtz Merege Filho, em 250 laudos investigados ficou confirmado que Lopes foi o corretor que solicitou o Dpvat. Cada seguro Dpvat gira em torno de R$ 13 mil.
A FOLHA não conseguiu localizar a defesa de Lopes. O Nurce informou que ele está em liberdade por força de um habeas corpus.
Além de Lopes, na época foram presos Ana Paula Lessin Lopes, 21 anos, e Odilon Lopes, 61, pai de Ana Paula, e o funcionário do IML João Cavalli, todos suspeitos de participarem de um esquema em que o próprio Odilon estaria morto e teria sido reconhecido pela filha.


