Correndo contra o tempo
O mal de Parkinson é uma doença neurológica que leva a tremores e rigidez muscular. Quem é diagnosticado começa uma corrida contra o tempo para minimizar os problemas causados, o que demanda o atendimento multidisciplinar preconizado pelos cuidados paliativos. ''Há complicações que são previstas, como a disfagia (dificuldade de fala)'', conta Débora Boaventura, da Associação Paranaense de Parkinsionismo (APPP).
Segundo Débora, a disfagia pode ser adiada com o tratamento fonoaudiológico. ''Os exercícios minimizam a rigidez'', explica. Para ela, é importante que o doente procure a associação ou uma unidade de atendimento paliativo assim que for diagnosticado. ''Em geral, em Curitiba, os médicos já encaminham os pacientes para nós logo no início do tratamento'', diz.
A associação faz atendimentos com psicólogas, fonoaudiólogas, nutricionista e fisioterapeutas para associados. ''Quem é sócio paga R$ 30 por mês, que é uma taxa simbólica, uma vez que um atendimento especializado custa pelo menos entre R$ 70 e 80'', diz. A taxa ajuda a manter a estrutura da instituição.
É a APPP também que distribui gratuitamente os remédios utilizados no tratamento da doença para todos os doentes cadastrados. ''São medicamentos distribuídos pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e não é necessário ser sócio para receber'', conta. Mais informações sobre a APPP podem ser obtidas pelo telefone: 41 3014-5617. (R.C.F.)





