Correndo atrás do prejuízo
Julio Vitor Chamorro, 16 anos, Manuela Valente, 17, e Heitor Rocha, 16, são alunos do terceiro ano do ensino médio do Colédio de Aplicação, da UEL. Eles afirmam que a rigidez da escola faz com que tenham que correr atrás, para não ficar no prejuízo. Mas garantem que vale a pena se dedicar, apesar do cansaço.
''Tinha que estudar toda tarde para acompanhar a aula'', confessou Heitor. Já Manuela destacou o dinamismo das aulas: ''A matéria é sempre discutida e os alunos questionados''.
Realocados de outros colégios em decorrência do georreferenciamento, Fernando Henrique Martins Pereira, 16, e Melyssa Gardiano, 14, alunos do primeiro ano do ensino médio, ainda estão se adaptando à rigidez do Aplicação.
''Estranhei, pois as aulas são mais difíceis. Mas me acostumei com os amigos'', avaliou Fernando, que reprovou a sétima série do ensino fundamental e precisa estudar muito em casa para ter boas notas.
Já Melyssa, mais tímida, escolheu dedicar-se aos estudos. ''Aqui é muito diferente, tem hora certa para tudo e nunca tem aula vaga'', citou a estudante, que leva tarefa para casa todo dia.
Jorge Fernando Ávila de Oliveira, 17, estuda no Aplicação desde a quinta série do ensino fundamental e tem plena certeza de que conseguirá uma vaga no curso de Engenharia da Computação, no fim do ano.
''Foi difícil a adaptação da oitava para o primeiro colegial, o número de matérias cresceu e minhas notas caíram. Mas sempre pude contar com os professores e com meus pais para correr atrás.'' (M.G.)





