Curitiba - O impasse em relação à falta de dispositivos de segurança nas agências dos Correios, que funcionam como banco postal em parceria com o Bradesco, começa a caminhar para uma solução. Ontem, em audiência de instrução realizada na 13 Vara do Trabalho de Curitiba, ficou definido que os Correios terão 20 dias para apresentar uma proposta, segundo informou a assessoria de imprensa do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 9 Região. A próxima audiência ficou agendada para o dia 29 de outubro.
A ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), no ano passado, pede que a direção dos Correios instale portas giratórias com detector de metais em todas as agências do banco postal e coloque ao menos um vigilante em cada unidade, em um prazo de 90 dias. São 5,5 mil agências em todo País. No Paraná, são 368 unidades do banco postal, sendo que 10% delas teriam portas giratórias, segundo o Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR).
A ação foi motivada por denúncia apresentada em 2004 pelo sindicato, quando o número de assaltos a agências dos Correios teria mais que dobrado. Consta da ação civil pública que, apenas no Paraná, o número de assaltos a agências dos Correios passou de 12 ocorrências para 28, na comparação entre 2004 e 2003. Em 2006, o total de assaltos teria saltado para 86.
Além das providências em relação à segurança, a ação propõe o pagamento de uma indenização por dano moral coletivo, de R$ 500 mil, a ser paga pelos Correios e Bradesco. O valor seria reversível ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Na Assembléia Legislativa do Paraná, um projeto de autoria do deputado estadual Tadeu Veneri (PT) obriga os Correios a instalar portas giratórias nas agências. Aprovado em primeira discussão, o projeto está à espera de uma segunda votação.

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