O risco de favorecer negócios ilícitos contrabando ou drogas obrigou os Correios a intensificar a fiscalização sobre as postagens. De acordo com Tobias do Pilar Florentino Rosa, coordenador comercial da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) na região de Londrina, a medida consiste no cumprimento exato da Lei Postal nº 6538/78, que define como carta apenas a comunicação escrita de natureza administrativa, social, comercial ou qualquer outra com informações de interesse específico do destinatário. Outro objeto diferente de papel deverá ser enviado como encomenda com declaração de valor ou não.
''Este detalhe é importante porque, em caso de extravio ou danificação da correspondência, o remetente terá subsídio para reivindicar o ressarcimento'', completou o coordenador. CDs, DVDs, óculos, fitas cassetes e bijuterias embora leves e pouco volumosos devem ser enviados por encomenda. Dependendo da fragilidade e quantidade do material, essa modalidade de correspondência é mais barata que uma carta.
Com base em pesquisas de mercado, a ECT cria novas modalidades de correspondência como, por exemplo, o Sedex 10, que chega às 10 horas do dia seguinte em ''determinadas localidades do País''. Por enquanto, o Sedex Hoje, disponibilizado em Londrina, atende somente o município de Maringá.
A cobrança do respeito à lei partiu da Receita Federal que, de tempos em tempos, vistoria os Correios. O objetivo é inibir a possibilidade de sonegação fiscal disfarçada em cartas. ''Acho difícil, até porque os equipamentos utilizados pela empresa são muito específicos e barrariam qualquer objeto suspeito'', disse Florentino Rosa, ao lembrar os detectores de metais utilizados para rastrear as encomendas.
A facilidade de acesso à internet e a agilidade do serviço bancário eventualmente diminuiu o volume de correspondências transportadas pelos Correios. ''Do início de 2003 a meados de 2004, registramos uma queda de 6% que foi recuperada no segundo semestre'', completou o coordenador regional dos Correios.

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