Correios garantem fim das demissões de deficientes
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quarta-feira, 17 de abril de 2002
Andréa Lombardo Equipe da Folha 
Curitiba - O diretor de Recursos Humanos da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), Roberval Borges Correia, garantiu que não haverá mais demissões de deficientes físicos, que prestam serviços nas empresas por meio de convênios com entidades filantrópicas. O anúncio foi feito durante audiência promovida ontem, em Brasília, pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Deputados. No Paraná, segundo a assessoria de comunicação, os Correios continuam empregando 270 deficientes. Cerca de 200 foram desligados das empresas de novembro do ano passado até agora. Em todo o Brasil, são cerca de 3,5 mil trabalhadores.
O Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR) entidade que denunciou o problema informou que, este ano, a empresa rescindiu o contrato com 39 deficientes no Estado. A Associação de Deficientes Físicos do Paraná (ADFP) alega que apenas 65 continuam trabalhando.
O presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado federal Padre Roque Zimmermann (PT), disse que houve, ainda, o compromisso por parte dos Correios de tentar rever as demissões já feitas. Também como resultado da audiência, foi decidido constituir um grupo de trabalho para estudar os atuais convênios entre Correios e entidades que representam os portadores de deficiência e propor novas alternativas de contratação.
O grupo de trabalho vai envolver representantes das entidades, do Ministério Público, da Comissão de Direitos Humanos e dos Correios. Uma das propostas, de acordo com o diretor do Sintcom, Areovaldo Figueiredo, é a transformação dos contratos temporários em contratos plenos. Segundo ele, o número de deficientes nos quadros de pessoal dos Correios não atingem os 5% determinados por lei.
O assessor de comunicação dos Correios no Paraná, Paulo Araújo, disse que os Correios empregam, diretamente, cerca de 170 deficientes físicos. Os demais foram contratados por meio de convênios entre as empresas e entidades. Segundo ele, como não há vínculo empregatício com esses funcionários, não se pode considerar como demissões. O que está havendo, diz, é um ajuste no número de deficientes que prestam serviço para os Correios.


