Michele Muller
De Curitiba
O Paraná é o segundo estado brasileiro a adotar os patinetes motorizados como novos veículos de entrega de correspondência. Os antigos brinquedos, que há cerca de cinco anos fizeram sucesso entre adolescentes, foram adaptados e transformados em instrumentos de trabalho. Treze deles já podem ser vistos em Curitiba, circulando por dez áreas de distribuição, que incluem os bairros São Braz, Uberaba, Bacacheri, Novo Mundo, Portão, Hauer, Alto da Glória e Rebouças.
A densidade demográfica existente nessas regiões exigia que os carteiros fizessem seu percurso, na maioria das vezes, de bicileta. Apenas em locais centrais, e onde há grande aglomeração de residências, a entrega pode ser feita a pé. ‘‘Com essa novidade, eles não precisarão mais carregar cerca de 20 quilos, pois os patinetes têm uma cestinha onde pode ser alojada a bolsa. Isso melhora muito as condições de trabalho’’, destaca o coordenador do projeto no Paraná, Luiz Lincoln.
A população também deve ser beneficiada com os novos veículos. Na cidade paulista de Paulínia, onde eles primeiramente começaram a ser utilizados, os resultados alcançados até agora foram positivos. Houve um aumento de 47% na produtividade dos carteiros e uma redução de 32% do tempo de distribuição.
Em zonas rurais e lugares em que existem não mais que quatro pontos de entrega por quilômetro, o serviço dos funcionários dos Correios continuará sendo feito de motocicleta. Isto porque os patinetes não têm licença para circular em rodovias.
Ao contrário da moto, eles não exigem habilitação especial para serem conduzidos. Os carteiros apenas precisaram passar por um treinamento de um dia, no qual aprenderam o funcionamento mecânico dos veículos, questões de segurança, operação de equipamento e o novo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Os Correios investiram R$ 700 em cada patinete. A meta é aumentar a frota após os dois meses de teste, se os resultados forem equivalentes aos obtidos no interior de São Paulo.

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