A chefe do escritório regional do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Londrina, Neusa Maria Emídio, disse que é preciso identificar com urgência os poluidores do Córrego Água das Pedras, na zona leste da cidade. Para ela, as empresas poluidoras em vez de pagarem multas, poderiam entrar como parceiras na recuperação do córrego e reflorestamento das margens.

Neusa reforçou a necessidade de difundir a educação ambiental para a conservação do local. Ela esteve ontem no trecho do Água das Pedras que fica nos fundos do Jardim Santa Fé e se surpreendeu com a quantidade de lixo acumulada. A região, destacou a chefe do Ibama, não poderia estar ocupada por ser área de preservação.

O presidente da Autarquia Muncipal do Ambiente (AMA) Luiz Eduardo Cheida, admite que o Córrego Água das Pedras é o mais poluído de Londrina. A nascente fica a pouco mais de três quilômetros do Calçadão, no centro da cidade, e está cercada por ocupações irregulares que se estendem por boa parte do leito do córrego.

Sem redes de água e esgoto, quem vive nas ocupações utiliza a água do córrego altamente contaminada por coliformes, como apontaram testes do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para o preparo dos alimentos, banhos e na limpeza. Para beber, as pessoas contam com a colaboração dos moradores de bairros vizinhos. O gerente da Sanepar em Londrina, Paulo Kishima, alega que a companhia não pode instalar redes em ocupações irregulares.

A poluição do Córrego Água das Pedras, além dos despejos clandestinos de esgoto sanitário, tem a contribuição de pessoas que usam o local como depósito de entulhos e de animais mortos. A maioria das famílias trabalha com coleta de lixo. O que não é aproveitado para venda fica acumulado nos fundos de quintais e acaba sendo levado para o córrego pelo vento ou pela chuva.

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