Corregedoria investiga novos policiais
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quinta-feira, 12 de setembro de 2002
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Os 12 investigadores da Polícia Civil que irão reforçar os seis distritos policiais de Londrina já foram indicados pela Divisão de Policiamento do Interior (DPI) e aprovados pelo delegado-geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro, conforme informações da Secretaria Estadual de Segurança Pública. Em virtude dos rumores de que boa parte dos transferidos estariam sendo investigados, a Corregedoria Geral da Polícia Civil está fazendo um levantamento pormenorizado sobre cada um dos nomes.
O corregedor-geral, Adaulto Abreu de Oliveira, afirmou ontem que o levantamento foi solicitado justamente por causa ''das suspeitas sobre os antecedentes administrativos'' dos nomes indicados. Caso fique comprovado algum fato contra algum dos investigadores, ele garantiu que será levado ao conhecimento do delegado-geral. ''Poderei pedir para que ele (Leonyl) não indique esses nomes. O que eu não posso é vetar antecipadamente'', ressaltou Oliveira. Hoje, o corregedor-geral estará em Londrina para discutir esse assunto e a prisão do policial civil Adalto Aparecido da Cunha, de Reserva, que foi preso na quarta-feira junto com o policial militar florestal, Valdeci Gomes de Souza, acusados de tráfico de drogas.
Depois de conhecida a lista dos investigadores no meio policial, foram levantadas suposições de que a maioria dos investigadores convocados pela portaria nº 123/2002, de 08 de setembro que prevê a transferência , teria sido afastada por Leonyl Ribeiro, durante o período em que foi delegado-chefe de Londrina. Ribeiro, que esteve ontem na cidade para a inauguração da nova sede da Polícia Federal, disse que assinou a portaria juntamente com o delegado-chefe da DPI, Clóvis Galvão, mas que não poderia ''reconhecer os policiais pelos nomes''. ''Precisaria vê-los pessoalmente para saber se eles estariam entre os 20 homens que afastei na época. Quem selecionou o grupo foi o doutor Galvão'', explicou Ribeiro, destacando que, caso o trabalho dos novos investigadores não saia a contento, as transferências deverão ser revistas.
Questionado sobre os antecedentes dos policiais civis transferidos, o delegado-chefe da DPI, Clóvis Galvão, assegurou que apenas um nome da lista estaria sofrendo um procedimento investigativo em nível administrativo. Sem citar o nome, Galvão disse que o processo refere-se a uma fuga de presos. Ele explicou que os policiais assumirão suas funções nos distritos policiais em Londrina no prazo de até oito dias após a publicação da transferência no Diário Oficial do Estado, o que deverá ocorrer na próxima quarta-feira.
O reforço de mais dois investigadores em cada um dos seis DPs de Londrina foi solicitada pelo delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Pedro de Jesus Colaço. Ele argumentou que a medida deverá imprimir mais rapidez na elucidação de homicídios. O índice de esclarecimento na área de Londrina é de 67% e Colaço pretende chegar a 80%.


