A Corregedoria da Polícia Civil do Paraná e a Delegacia da Polícia Federal em Londrina acertaram ontem à tarde, um plano de cooperação mútua, que consiste na troca de informações entre os dois órgãos sempre que houver suspeitas ou ocorrências ilícitas envolvendo policiais civis.
O corregedor-geral, Adauto Abreu de Oliveira, explicou que o apoio à Polícia Federal na região será dado através do corregedor da área nordeste em Arapongas, Idelberto Lagana. ''Queremos é limpar a casa para resguardar o nome da Polícia Civil'', destacou Oliveira. Ele afirmou que a Corregedoria mantém o arquivo de todos os policiais civis paranaenses e as sindicâncias e procedimentos disciplinares instaurados contra eles.
Outro assunto em pauta foi a transferência de 12 investigadores da Polícia Civil que irão reforças os seis distritos policiais de Londrina. Dos nomes, indicados pelo delegado-chefe da Divisão Policial do Interior (DPI), Clóvis Galvão e aprovados pelo delegado-geral da PC, Leonyl Ribeiro, quatro já foram investigados pela Corregedoria mas os processos foram arquivados ou suspensos. Outros seis ainda continuam sendo investigados, envolvidos em faltas graves como tráfico de drogas, furto de veículos e estelionato.
Oliveira assegurou que pelo menos dois policiais que seriam transferidos para Londrina deverão ser retirados da lista, a pedido do próprio delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial (10 SDP), Pedro de Jesus Colaço. ''Dois (serão substituídos) com certeza'', afirmou.
Os policiais ainda nem chegaram à Londrina e a lista já causou revolta. Leitores da Folha têm ligado para a redação expressando descontentamento. Gente como a aposentada Maria José Bittar, 72 anos. ''É uma falta de respeito com a cidade e com a população e, como cidadã, esse fato me preocupa. É inacreditável que isso esteja sendo feito.'' Pedindo sigilo, um delegado local ouvido pela reportagem também se disse surpreso com a transferência desses investigadores. ''Londrina e a imprensa não podem deixar que isso aconteça'', comentou.
O delegado-chefe da DPI, Clóvis Galvão, afirmou que os critérios para escolha dos 12 indicados foram dois: policial sem punição no Conselho da Polícia Civil e lotado em cidades próximas à Londrina. Ele reclamou que, enquanto não ficar comprovado nada contra os policiais investigados pela Corregedoria, ''eles têm que trabalhar'', até para justificar seus salários. Sobre a possibilidade de indicar policiais recém-concursados, Galvão explicou que o concurso é regionalizado e os que foram aprovados para a região de Londrina já estão trabalhando.

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