Curitiba - Em pouco mais de um ano desde que assumiu a Corregedoria Geral da Polícia Civil do Paraná, em março de 2001, o delegado Adauto Abreu de Oliveira, já efetuou a prisão de 40 delegados e policiais envolvidos em irregularidades. Responsável pela fiscalização interna da polícia, o delegado conta que o crime mais frequente no meio policial é a tentativa de extorsão, tecnicamente chamada de concussão.
Adauto de Oliveira acredita que o número de punições tende a crescer, principalmente porque a legislação federal sofreu mudanças. O delegado, que ontem visitou a Redação da Folha em Curitiba, acompanhado dos assessores Valdir Bicudo e Douglas Brasil, disse que a emenda 89, aprovada pelo Congresso, oferece aos corregedores de polícia mais ferramentas para punição. A emenda conferiu aos crimes de policiais as mesmas regras de prescrição dos crimes cometidos por pessoas em comum.
Antes, a prescrição dos crimes cometidos por policiais era de cinco anos, agora, varia de acordo com o delito. Se o policial estiver respondendo a um crime mais grave, a prescrição será de no mínimo 12 anos, o que dá mais fôlego para a Justiça julgar o caso e fixar uma punição. ‘‘A emenda também ajudou a endurecer as penas disciplinares’’, comenta o corregedor de polícia. Somente no mês de abril, sete delegados e policiais foram punidos em todo o Paraná. Número significativo se comparado com o passado.
Contra a unificação das polícias civil e militar, Adauto de Oliveira conta com uma estrutura de 80 funcionários, segundo ele, suficiente para combater o crime dentro da própria polícia. O corregedor geral defende ainda o resgate do valor cristão da Polícia Civil do Paraná. Evangélico, o delegado está empenhado na organização do 2º Encontro de Policiais Civis para Cristo, marcado para 23 de agosto próximo. ‘‘O policial é um cidadão qualquer e precisa de Deus no dia a dia’’, observou.

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