Corregedoria barra promoção de policiais com conduta suspeita
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sexta-feira, 28 de junho de 2002
Luciano Augusto<BR>Reportagem Local 
O governador Jaime Lerner (PFL) assinou decreto no último dia 25 de junho definindo as promoções para todo o quadro de pessoal da Polícia Civil no Paraná. Essa promoção já aconteceu com base na Lei Complementar 89/01, de julho de 2001, os nomes passaram pelo crivo da Corregedoria Geral da Polícia Civil e só foram beneficiados os membros da corporação que não respondem a sindicâncias nem a procedimentos investigatórios. A publicação no Diário Oficial irá acontecer na próxima semana.
De acordo com o corregedor-geral da PC no Paraná, Adauto Abreu de Oliveira, os nomes foram votados por um conselho de nove membros, que avaliou os pontos positivos e negativos de cada um, com base no almanaque da Polícia Civil. Cada conselheiro também leva em conta critérios subjetivos. Um quinto dos promovidos foram por antiguidade e quatro quintos por merecimento. Os conselheiros fazem uma lista tríplice com o trio mais votado e encaminham as indicações ao governador, que efetiva a promoção de apenas um nome normalmente o que encabeça a lista. Havendo abertura de vaga, a cada 45 dias são definidos os promovidos.
Essa forma de proceder nas promoções, segundo o corregedor, acaba com o apadrinhamento das indicações. Anteriormente, até delegado preso chegou a ser promovido, comentou Oliveira. Entre os delegados, o corregedor não soube precisar o número exato de barrados mas apontou que foram muitos e em todas as classes que não puderam concorrer por estarem sendo investigados. Entre os investigadores de terceira para segunda classe, por exemplo, ele revelou que de 87 nomes apenas 40 foram habilitados a concorrer à promoção. Da quinta para a quarta classe, entre 18 nomes somente dois puderam concorrer.
Conforme o decreto do governador, o delegado Benedito Gonçalves Neto, secretário-executivo do Delegado Geral da PC, foi o único promovido da segunda para a primeira classe. Outros três delegados passaram da terceira para a segunda classe, pelo critério de antiguidade, e mais dois por merecimento. Márcio Vinicius Ferreira Amaro, delegado-operacional da 10ª Subdivisão Policial, foi o único profissional promovido em Londrina. Da quarta para a terceira classe foram promovidos nove delegados três por antiguidade e seis por merecimento.
Entre os investigadores, da segunda para a primeira classe apenas um profissional foi beneficiado por merecimento e 17 por antiguidade. Da terceira para a segunda classe, 87 foram elevados por antiguidade e mais 118 por merecimento. Da quarta para a terceira, foram 26 por antiguidade e 14 por merecimento, e da quinta para a quarta classe 15 foram promovidos por antiguidade e seis por merecimento. Também foram promovidos escrivães, datiloscopistas, identificadores datiloscópicos e operadores em telecomunicações.


