Uma mulher ocupa um dos altos postos da Polícia Civil. Charis Negrão Tonhozi é a primeira corregedora do Paraná, cargo que ocupa há dois anos e meio. Um título conquistado ''pelo reconhecimento da dedicação e motivo de muito orgulho por representar também uma quebra de paradigmas'', define.
Ela passou no primeiro concurso para delegadas, em 1986, e começou na Delegacia da Mulher de Cascavel (Oeste), somando 12 nomeações. ''Não há cargos ou treinamentos específicos para nós. Há mulheres nas linhas de frente, nos grupos de elite, em núcleos especializados e em chefias. Preenchemos o espaço mediante a provas cotidianas de competência. É um excelente lugar para se trabalhar para quem gosta de desafios e com muita chance de chegar a cargos máximos'', comenta. Um detalhe que chama a atenção da Corregedoria é que o número de processos de corrupção é menor envolvendo mulheres.''A lisura feminina talvez se dê por sermos mais sensíveis às questões do cotidiano'', opina.
Curitiba colabora diretamente para o ingresso de mulheres nas funções de policiamento. A Guarda Municipal aceita contingente feminino há 10 anos e situações de conflito fazem parte da rotina como saídas de estádios de futebol após os jogos ou reintegração de posse. Mas o toque feminino e maternal é exigido em atuações de resgate social com moradores de rua ou orientação da população de modo geral.''Não há distinção entre os sexos e para crescer na carreira é a capacidade técnica o diferenciador'', afirma o secretário municipal da Defesa Social, Itamar dos Santos. (C.P.)

mockup