Corregedor reconhece ''situação crítica''
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segunda-feira, 09 de setembro de 2002
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
''A situação (nos Distritos Policiais) está crítica'', resumiu ontem o juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Roberto do Valle, ao se referir à superlotação nas carceragens do 2º e 4º Distritos Policiais de Londrina, reativadas no final de junho. De acordo com ele, todas as possibilidades sugeridas foram descartadas por uma série de razões e hoje se chegou, mais uma vez, a uma situação limite, onde o perigo de explodir uma revolta é cada vez maior.
A Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), segundo o juiz, não pode abrigar preso provisório. A transferência das mulheres presas no 2º DP para o 3º DP foi descartada porque, conforme Valle, a Secretaria Estadual de Segurança Pública não pretende reativar aquele distrito para abrigar presos. Só essa medida, segundo a VEP, redundaria na abertura de 60 vagas. ''A reforma da Casa de Custódia de Londrina (CCL) ainda não saiu do papel'', comentou.
Já a medida proposta pela Divisão Policial do Interior (DPI), de transferir presos condenados para Curitiba também foi rechaçada pelo juiz. Essa medida poderia representar, segundo o delegado-chefe do DPI Clóvis Galvão, mais 30 vagas. Porém, de acordo com Valle, boa parte dos presos sentenciados que são removidos para a capital do Estado acabam retornando para cumprir pena próximo às cidades onde cometeram seus crimes.
Outra saída seria a colocação de mais dois presos em cada cela na CCL, que ao invés de quatro presos passaria a abrigar seis, como sugeriu também o delegado-adjunto da da 10Subdivisão Policial, Jurandir Gonçalves André. Porém, o Departamento Penitenciário do Estado (Depen) recusou a idéia porque, segundo Valle, resultaria em superlotação. O coordenador-geral do Depen em Curitiba, Divonsir Taborda Mafra, foi procurado pela reportagem mas, por motivos de doença em família, não foi encontrado ontem.


