O corregedor-geral do Ministério Público do Paraná, Hélio Lewi, disse ontem, em Curitiba, que orientou pessoalmente os promotores de Campo Mourão para adotar o diálogo e, assim, acabar com a ‘‘hostilidade mútua’’ entre eles e os juízes. ‘‘O ideal é que haja um entendimento, porque é preciso que todos se conscientizem que essa situação (de animosidade) não leva a nada’’, argumentou o corregedor.
Lewi afirmou que há ‘‘um interesse comum’’ dele e do corregedor da Justiça, Osires Fontoura, para que isso seja possível. Fontoura não pôde atender a Folha porque passou o dia em audiências no Tribunal de Justiça. Uma fonte revelou que a Corregedoria está ciente do problema e está ‘‘intercedendo para resolvê-lo’’.
‘‘Em nosso meio os desentendimentos fazem parte da função, pelas diferentes interpretações da lei. Os promotores de Campo Mourão receberam uma denúncia (de que a mulher do juiz James Hamilton de Oliveira Macedo seria ‘‘funcionária-fantasma’’ do Fórum da cidade) e agiram dentro da própria natureza do cargo. Pedi a eles que continuem agindo com extrema ponderação, sem exageros ou excessos’’, afirmou Lewi.

mockup