Corregedor checa denúncias contra policiais de Maringá
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terça-feira, 30 de maio de 2000
Lucinéia Parra De Maringá 
O corregedor da Polícia Civil do Paraná, Celso Araújo Neves, e dois escrivães do órgão estão em Maringá desde ontem para checar denúncias de irregularidades que teriam sido cometidas durante o comando do ex-delegado, Aprígio Paulo Cardoso. Neves e os escrivães não quiseram falar com a imprensa, e passaram todo o dia de ontem verificando documentos e conversando com policiais. De acordo com o delegado chefe da 9ª Subdivisão Policial de Maringá, Maurício de Oliveira Camargo, o corregedor e sua equipe estão na cidade para orientar os policiais que fazem parte do novo quadro de funcionários da delegacia. Ele disse que o trabalho da corregedoria tem o objetivo de garantir tranquilidade aos policiais que continuam operando na cidade.
Camargo negou que os corregedores estejam envolvidos na investigação de denúncias contra quatro investigadores e um escrivão que atuavam na 9ª SDP sob o antigo comando. O corregedor está aqui para dar tranquilidade aos policiais e possibilitar que a gente possa fazer um trabalho correto, dentro daquilo que deve ser feito, desconversou o delegado. Ele afirmou, entretanto, que as denúncias contra os quatro investigadores e um escrivão são por desvio de conduta, obstrução de inquérito e uso de veículo furtado. Os cinco, segundo Camargo, foram transferidos para outros municípios o delegado não quis revelar os nomes dos policiais e quais as cidades para onde foram transferidos.
Conforme Camargo, a delegacia abriu sete processos administrativos e criminais contra os cinco policiais. Por enquanto eles não foram afastados das suas funções, primeiro porque se isso acontecesse, estaríamos privilegiando estes servidores, e segundo porque ainda estamos no processo de investigações, disse o delegado. Segundo ele, apenas a comissão designada pelo Conselho da Polícia Civil poderá pedir o afastamento.
Camargo afirmou que a comissão já foi formada, mas não revelou os nomes dos seus integrantes. O prazo para a conclusão dos processos é de 30 dias. Até o mês que vem deveremos ter novidades sobre as investigações, disse. De acordo com Camargo, quase 100% dos escrivães foram transferidos da 9ª SDP desde que ele assumiu a chefia, há cerca de dois meses.


