Corredor vira sala de aula para 34 presos
Paralelo ao curso de arte, outras duas instrutoras orientam os presos que participam do projeto Alfabetizando o Coração. Este projeto consiste na aplicação de aulas de alfabetização, português e leitura. Uma biblioteca ambulante, com livros doados pela comunidade, é levada aos detentos, que escolhem o tipo de leitura que mais gostam. São 34 detentos no programa. Outros aguardando a vez, já que o espaço utilizado para as aulas não é sufuciente para todos. Muitos quando começaram a frequentar as aulas não sabiam nem escrever o nome.
A professora Terezinha Aguiar Vaz disse que quando foi convidada a trabalhar no projeto ficou muito apreensiva. Eu mesma tinha um pouco de receio de ficar fechada aqui com eles. Depois quando eles começaram a corresponder, sendo alfabetizados a partir da história da vida deles, é que percebi o quanto é importante a recuparação dessas pessoas. O retorno é muito recompensador, afirma.
O detento Erondi Pires Camargo, 26 anos, conta que desde que começou a participar das aulas passou a gostar de ler. Fico animado esperando o momento da aula. Aprendi a gostar muito de ler e isso também tem melhorado o convívio com os outros presos, comenta.
Eu nunca tive a oportunidade de estudar quando estava fora da cadeia. Agora, além de não ficar pensando em bobagens, eu já estou aprendendo a ler e a escrever, o que eu achava uma coisa praticamente impossível, diz eufórico José Maria Pereira, 48 anos.





